
DÓLAR TEM LEVE QUEDA E MANTÉM ESTABILIDADE
MOEDA AMERICANA SEGUE EM PATAMAR BAIXO
O dólar registrou leve queda de 0,03% frente ao real, cotado a R$ 4,99, nesta quarta-feira (15/4). Como a variação foi mínima, na prática, o câmbio permaneceu estável. Dessa forma, a moeda americana se manteve no menor patamar desde março de 2024.
IBOVESPA INTERROMPE SEQUÊNCIA DE ALTAS
Por outro lado, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), recuou 0,47% e fechou aos 197.732,33 pontos. Com isso, o indicador interrompeu uma sequência de dez altas consecutivas, iniciada em 31 de março.
CENÁRIO EXTERNO INFLUENCIA MERCADO
Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a cotação do dólar refletiu um ambiente de indefinição no exterior. Além disso, o mercado adotou uma postura de cautela enquanto aguardava sinais mais claros sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã.
Ao mesmo tempo, o preço do petróleo apresentou oscilações; no entanto, permaneceu abaixo de US$ 100, o que ajudou a reduzir pressões adicionais. Assim, a ausência de um fator decisivo, somada ao ajuste de posições após a valorização recente do real, manteve o câmbio com baixa variação ao longo do dia.
INFLAÇÃO SEGUE COMO PONTO DE ATENÇÃO
Além disso, a divulgação do Livro Bege — relatório do Federal Reserve (Fed), divulgado oito vezes por ano — reforçou a presença de pressões inflacionárias na economia dos Estados Unidos. O documento destacou a alta nos custos de energia e insumos, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio.
Segundo o analista, o cenário também inclui aumento nos preços de metais, tecnologia, seguros e saúde, indicando que a inflação continua relativamente disseminada.
ECONOMIA RESILIENTE E JUROS NO RADAR
Por fim, Shahini avaliou que o mercado de trabalho norte-americano não apresentou mudanças significativas. Em geral, houve estabilidade na maioria dos distritos e apenas sinais pontuais de melhora na oferta de mão de obra.
Dessa maneira, o quadro aponta para uma economia ainda resiliente; contudo, com pressões inflacionárias mais amplas. Esse cenário, portanto, tende a reforçar uma postura mais conservadora do Fed na condução da política de juros.










