
“Pode anotar aí: vai ser a fábrica tecnológica do setor automotivo do Brasil”, afirma Márcio Alfonso, diretor de Produção e Inovação da GWM no país. Ele passou quase 38 anos na Ford e, depois, trabalhou na CAOA. Agora, lidera a implantação da unidade de Aracruz. O investimento é de US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5 bilhões) e a fábrica vai gerar cerca de 10 mil empregos diretos. Embora a capacidade inicial seja de 200 mil carros por ano, o foco será na tecnologia e não apenas em volume.
Além disso, a GWM planeja uma unidade altamente verticalizada. Isso significa trazer para Aracruz processos industriais como estamparia, pintura, injeção de plástico, interiores, motores e baterias. Algumas subsidiárias do grupo, que possui mais de 70 unidades pelo mundo, também se instalarão na cidade. Para efeito de comparação, a unidade de Iracemápolis, em São Paulo, inaugurada em 2025, opera quatro processos industriais. Em Aracruz, serão cerca de 20 processos já no início da operação.
Segundo Alfonso, a fábrica terá a nova plataforma de veículos da GWM, permitindo a produção de várias famílias de carros e diferentes versões. Além disso, Ricardo Bastos, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da GWM Brasil, explica que a iniciativa vai qualificar mão de obra e atrair fornecedores locais. “Estamos falando de uma grande plataforma de inovação, que eletrifica a frota mundial e produz baterias e componentes eletrônicos. Portanto, o Brasil, e especialmente o Espírito Santo, pode dominar essa produção. Nossa jornada é de longo prazo”, afirmou.










