Dólar avança com petróleo acima de US$ 100 e escalada da guerra

Além da escalada do conflito entre EUA e Irã, que mexe com preços do petróleo, mercado monitora falas do presidente do BC, Gabriel Galípolo

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Foto: Reprodução -

Dólar abre semana em alta com tensão no Oriente Médio

O dólar operava em alta nesta segunda-feira (30/3), abrindo mais uma semana marcada pela atenção dos mercados ao conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio. Esse cenário, por sua vez, reflete diretamente nos preços internacionais do petróleo.

Às 9h16, a moeda norte-americana avançava 0,15% e era negociada a R$ 5,249. Já na última sexta-feira (27/3), o dólar fechou em queda de 0,28%, cotado a R$ 5,241. Com isso, a moeda dos EUA acumula alta de 2,09% frente ao real em março, embora registre perdas de 4,51% no ano.

Ibovespa inicia semana após queda recente

As negociações do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), começam às 10 horas. No entanto, no último pregão da semana passada, o indicador recuou 0,64%, aos 181,5 mil pontos.

Com esse resultado, a Bolsa brasileira acumula queda de 3,83% em março. Ainda assim, no acumulado de 2026, o índice registra valorização de 12,68%.

Alta do petróleo e guerra elevam tensão global
O principal fator de influência sobre o dólar e a Bolsa continua sendo o conflito no Oriente Médio. Além disso, a escalada da guerra pressiona os preços do petróleo e amplia a preocupação nos mercados internacionais.

Por volta das 9h10, o contrato futuro do petróleo WTI para maio subia 1,72% e era negociado a US$ 103,5. Ao mesmo tempo, o Brent para junho avançava 2,3%, superando US$ 107,74.

Ainda nesta segunda-feira, um ataque de mísseis iraniano atingiu uma refinaria em Haifa, em Israel, e provocou um incêndio de grandes proporções. Imagens divulgadas pela imprensa mostraram uma densa fumaça no local. Até o momento, não há confirmação de vítimas, enquanto equipes de emergência atuam para conter as chamas.

Segundo o Corpo de Bombeiros de Israel, 13 equipes trabalham na área após a identificação de fragmentos resultantes da interceptação de mísseis. Além disso, as Forças de Defesa de Israel informaram que identificaram ataques vindos do território iraniano e destruíram cinco mísseis antitanque.

Morte de comandante iraniano amplia tensão

No mesmo contexto, o Irã confirmou a morte de Alireza Tangsiri, comandante da Marinha da Guarda Revolucionária. Ele não resistiu aos ferimentos após um bombardeio israelense.

De acordo com autoridades israelenses, a operação eliminou Tangsiri e outros oficiais de alto escalão. Além disso, o chefe de Inteligência da Marinha iraniana também morreu no ataque.

Segundo o Exército de Israel, o comandante tinha papel estratégico, já que coordenava ações no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Atualmente, o canal permanece bloqueado há quase um mês em razão do conflito.

Cenário interno e expectativa sobre juros
No cenário doméstico, investidores acompanham a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em um seminário do Banco Safra, em São Paulo. O mercado, portanto, aguarda संकेत sobre os próximos passos da taxa Selic, atualmente em 14,75% ao ano.

Em seu último comunicado, o Comitê de Política Monetária (Copom) destacou que o conflito no Oriente Médio aumentou significativamente a incerteza global. Dessa forma, novas reduções da taxa de juros podem ser afetadas.

Além disso, o comitê reforçou a necessidade de cautela na condução da política monetária. Segundo o órgão, o ambiente externo mais instável exige atenção redobrada, principalmente devido à maior volatilidade nos preços de ativos e commodities.