
Anvisa proíbe suplemento após risco de contaminação por bactéria
Decisão preventiva da agência
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, importação, distribuição, propaganda e uso do suplemento alimentar Rosabella Moringa Capsules no Brasil. A medida saiu em 27 de março após autoridades relacionarem o produto a um surto de infecção bacteriana nos Estados Unidos. Além disso, a empresa Ambrosia Brands fabrica o suplemento a partir da planta Moringa oleifera, e o Brasil não permite o uso dessa substância em alimentos desde 2019 por falta de comprovação de segurança.
Risco de contaminação
Agora, além da irregularidade, o produto entrou no radar das autoridades por associação com casos de contaminação por uma cepa de salmonella resistente a antibióticos. Dessa forma, a Anvisa adotou a medida para evitar riscos à saúde pública e impedir que os lotes cheguem ao mercado brasileiro.
Entrada irregular no país
Segundo a agência, não há registro de importação comercial do produto. No entanto, plataformas digitais exibem anúncios que permitem a compra internacional. Com isso, pessoas físicas podem trazer o produto ao país, o que reforça o alerta aos consumidores.
Lotes proibidos
A Anvisa divulgou uma lista extensa de lotes proibidos, incluindo: 5020591, 5020592, 5020593, 5020594, 5020595, 5020596, 5030246, 5030247, 5030248, 5030249, 5030250, 5030251, 5040270, 5040271, 5040272, 5040273, 5040274, 5040275, 5040276, 5040277, 5040278, 5040279, 5050053, 5050054, 5050055, 5050056, 5060069, 5060070, 5060071, 5060072, 5060073, 5060074, 5060075, 5060076, 5060077, 5060078, 5060079, 5060080, 5080084, 5080085, 5080086, 5090107, 5090108, 5090109, 5090113, 5090114, 5090115, 5090116, 5090117, 5090118, 5100039 e 5100048.
Orientações aos consumidores
Diante disso, a agência orienta que consumidores não comprem o produto. Além disso, quem já possui o suplemento deve interromper o uso imediatamente e buscar orientação, se necessário.
Riscos à saúde
O alerta está ligado ao risco de infecção por salmonella, bactéria que afeta o sistema digestivo. Em geral, os sintomas incluem diarreia, febre e cólicas abdominais, que surgem entre 12 e 72 horas após a ingestão de alimentos contaminados. No caso investigado nos Estados Unidos, a preocupação aumenta porque a cepa apresenta resistência a antibióticos, o que pode dificultar o tratamento.
Grupos mais vulneráveis
Crianças pequenas, idosos e pessoas com o sistema imunológico enfraquecido enfrentam maior risco de complicações. Nesses casos, a infecção pode evoluir para quadros mais graves e exigir cuidados médicos intensivos.
Irregularidade da substância
Além da contaminação, a Anvisa reforça que produtos à base de moringa não têm autorização como alimentos no Brasil. Estudos anteriores apontaram possíveis efeitos nocivos, incluindo riscos ao fígado e ao material genético. Por isso, o órgão mantém a proibição do uso da substância em suplementos alimentares.
Alerta sobre promessas enganosas
Por fim, a agência alerta para promessas exageradas associadas a esse tipo de produto, como alegações de cura de doenças. Suplementos alimentares não têm função terapêutica e devem apenas complementar a alimentação. Em caso de venda irregular, a recomendação é denunciar às autoridades sanitárias.










