Quem é o serial killer de Gilgo Beach nos EUA

Suspeito levava vida comum como arquiteto e pai de família, enquanto é acusado de assassinatos em série nos EUA.

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- Rex A. Heuermann se declarou culpado pelo assassinato de sete mulheres e admitiu ter matado uma oitava em uma série de crimes conhecidos como os assassinatos de Gilgo Beach — Foto: James Carbone/Newsday via AP, Pool

Rex Heuermann, de 62 anos, levava uma vida aparentemente comum em Long Island, nos Estados Unidos. Arquiteto e pai de família, ele escondia, segundo as autoridades, uma rotina marcada por crimes brutais que chocaram o país.

Ao longo de quase duas décadas, Heuermann esteve ligado aos assassinatos de Gilgo Beach, que permaneceram sem solução por anos. Além disso, o caso ganhou repercussão internacional e inspirou a série documental e o filme “Lost Girls”, lançado pela Netflix em 2020.

Nesta quarta-feira (8), ele se declarou culpado pelo assassinato de sete mulheres e, ao mesmo tempo, admitiu ter matado uma oitava vítima. Ele vivia em Massapequa Park, a cerca de 25 minutos de um dos locais onde a polícia encontrou restos mortais.

Confissão encerra caso histórico

Durante audiência em um tribunal lotado, Heuermann detalhou os crimes diante de familiares das vítimas, policiais e jornalistas. Enquanto isso, algumas pessoas presentes se emocionaram com os relatos. Em seguida, a Justiça informou que deve condená-lo em junho à prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional.

Segundo a promotoria, ele responde por três acusações de homicídio em primeiro grau e quatro de homicídio doloso. Além disso, embora não tenha sido formalmente acusado, também confessou a morte de Karen Vergata, em 1996.

No depoimento, Heuermann afirmou que estrangulou todas as vítimas e, em alguns casos, desmembrou os corpos antes de descartá-los. Ainda assim, ele manteve postura fria durante toda a audiência e não demonstrou emoção ao responder às perguntas.

Vítimas e repercussão

A maioria das vítimas era formada por mulheres que atuavam como trabalhadoras do sexo. Nesse sentido, a advogada Gloria Allred destacou que muitas delas eram mães que buscavam sustentar suas famílias.

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Familiares acompanharam o julgamento e reagiram com emoção. “Essa foi uma longa jornada”, disse Melissa Cann, irmã de uma das vítimas. Por outro lado, a ex-esposa de Heuermann, Asa Ellerup, afirmou que não tinha conhecimento dos crimes. Além disso, ela pediu privacidade e classificou o momento como “muito difícil”.

Investigação avançou com tecnologia

O caso avançou de forma decisiva a partir de 2022, quando uma força-tarefa retomou as investigações. A partir disso, os agentes identificaram Heuermann ao cruzar dados de veículos com relatos de testemunhas.

Além disso, os investigadores analisaram registros telefônicos, histórico de buscas na internet e evidências de DNA. Em seguida, coletaram material genético a partir de restos de pizza descartados pelo suspeito em Nova York. Com isso, confirmaram a ligação dele com os crimes.

Posteriormente, em julho de 2023, a polícia efetuou a prisão.

Caso marcou os EUA

As descobertas começaram em 2010, quando a polícia encontrou restos humanos ao longo da Ocean Parkway, próximo a Gilgo Beach. Desde então, o caso mobilizou autoridades e chamou atenção mundial.

Ao longo dos anos, a investigação enfrentou dificuldades. No entanto, com novas técnicas e análises mais avançadas, os agentes conseguiram esclarecer os crimes.

Por fim, com a confissão, o caso chega a um desfecho após anos de buscas, dor das famílias e grande repercussão internacional.

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