Governo lança programa com R$ 187 milhões para saneamento em terras indígenas

Medida amplia atendimento, prevê novas unidades e leva serviços a aldeias

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Encontro do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, com lideranças Indígenas, em Brasília (DF). Foto: Carolina Antunes/MS -

O Governo Federal anunciou, nesta quinta-feira (9), um pacote de ações para ampliar a saúde em territórios indígenas. Entre as medidas, o governo lançou o Programa Nacional de Saneamento Indígena (PNSI), com investimento de R$ 187 milhões previsto para 2026.

Desse total, o governo vai destinar R$ 132 milhões ao abastecimento de água. Além disso, vai aplicar R$ 36 milhões em esgotamento sanitário. Por fim, outros R$ 19 milhões vão financiar o manejo de resíduos sólidos.

Durante encontro com lideranças indígenas em Brasília, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou o impacto da medida. Segundo ele, o programa marca uma mudança na forma de executar políticas públicas, pois prioriza a realidade de cada território.

Da mesma forma, a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, reforçou a importância da iniciativa. Ela afirmou que o saneamento representa uma das maiores demandas históricas das comunidades indígenas. Por isso, o governo construiu o programa com base na escuta direta dos povos.

Mutirões levam atendimento a áreas remotas

Além do saneamento, o Ministério da Saúde vai realizar cerca de 12 mil atendimentos especializados em aldeias. Para isso, o governo vai promover expedições em parceria com a AgSUS.

Essas ações vão oferecer serviços em clínica médica, pediatria, ginecologia, oftalmologia e dermatologia. Além disso, as equipes vão realizar exames laboratoriais e de imagem.

Ao todo, o governo vai organizar cinco expedições. Com isso, deve alcançar cerca de 650 aldeias, inclusive em regiões de difícil acesso.

Carretas ampliam acesso à saúde da mulher

Ao mesmo tempo, o governo vai utilizar as Carretas de Saúde para ampliar o atendimento. Durante o Abril Indígena, as unidades móveis vão oferecer consultas especializadas e exames ginecológicos.

Além disso, as equipes vão atuar no diagnóstico precoce de câncer de mama e de colo do útero. Os atendimentos vão ocorrer em Santarém (PA), Pacaraima (RR), São João das Missões (MG) e Barra do Garças (MT).

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Governo autoriza novas unidades de saúde

Além dessas ações, o governo autorizou a construção de 22 novas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI). As unidades serão distribuídas em seis estados e contarão com investimento de R$ 20,7 milhões, por meio do Novo PAC.

Com isso, a iniciativa deve beneficiar cerca de seis mil indígenas. Enquanto isso, o governo já entregou outras seis unidades neste mês.

Até 2027, a gestão federal pretende concluir 109 UBSI. Atualmente, 42 já estão prontas e outras 67 seguem em construção.

Programas abrem vagas para indígenas

Além da saúde, o governo também anunciou ações para gerar oportunidades. Serão ofertadas 150 vagas pelo Programa Primeiro Emprego Indígena.

Ao mesmo tempo, o Jovem Aprendiz vai oferecer outras 110 vagas. Nesse caso, o público-alvo são indígenas entre 14 e 22 anos.

Investimentos crescem e rede é ampliada

Nos últimos anos, o governo ampliou a presença de profissionais de saúde nas aldeias. Entre 2022 e 2025, o número de médicos saltou de 188 para 731.

Além disso, a rede de atendimento cresceu 128%, com novas estruturas em funcionamento.

Ao mesmo tempo, os investimentos quase dobraram. Eles passaram de R$ 1,5 bilhão, em 2022, para R$ 2,9 bilhões em 2025.

Por fim, o governo destaca um avanço inédito. Pela primeira vez, todos os estados do país contam com estruturas voltadas à saúde indígena.vez, todos os estados contam com estruturas de saúde indígena.

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