VÍDEO: Mulher morre após saltar de 'rope jump' sem cordas no interior de SP

Vídeos em redes sociais mostram que os instrutores não fixaram o equipamento de segurança da vítima.

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- Foto: Reprodução - Redes Sociais

Imagens em redes sociais e informações preliminares levantam suspeitas sobre a fixação do equipamento na Ponte do Esqueleto.

Uma mulher morreu na manhã deste sábado (13) durante um salto de rope jump (pêndulo humano) na Ponte do Esqueleto. O local fica na divisa entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.

A Polícia Militar informou que os instrutores não fixaram corretamente o equipamento de segurança na vítima. Por causa disso, ela caiu de uma grande altura e sofreu politraumatismo. Além disso, vídeos que circulam nas redes sociais indicam que a mulher foi arremessada sem nenhuma corda presa ao corpo.

Logo após o acidente, socorristas do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) compareceram ao local por volta das 9h55. No entanto, a equipe apenas constatou o óbito. Antes da chegada da ambulância, testemunhas locais também tentaram prestar os primeiros socorros.

Histórico de acidentes na ponte

A Ponte do Esqueleto atrai praticantes de esportes radicais, mas acumula um histórico grave de acidentes. No ano passado, por exemplo, a imprensa local registrou duas pessoas feridas após se chocarem contra o chão durante os saltos.

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Em decorrência disso, as autoridades bloquearam o acesso ao local em 2024 após a morte de uma ciclista. O bloqueio atendeu a um pedido da União, porém os organizadores retomaram as atividades tempos depois. Atualmente, diferentes empresas atuam na região, que recebe cerca de 500 visitantes por mês.

Estrutura abandonada

O rope jump consiste no salto em grandes alturas com o uso de cordas dinâmicas que geram um efeito de pêndulo. Portanto, a modalidade se diferencia do bungee jump, que utiliza cordas elásticas e causa rebotes verticais.

A ponte fica em uma área rural privada perto da rodovia dos Bandeirantes. Operários construíram a estrutura há décadas para uma linha ferroviária que nunca funcionou. Até o momento, o governo federal tenta regularizar a área, já que o patrimônio pertencia à extinta RFFSA.