Polícia Federal investiga esquema de caixa dois e extorsão eleitoral na Serra

Operação Risco Zero apura omissão de R$ 40 mil em campanha e suposto uso de veículos como garantia em negociações ilegais

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A operação foi deflagrada pela Polícia Federal na Serra. Crédito: Divulgação -

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (5), a Operação Risco Zero no município da Serra, na Grande Vitória. A ação investiga um suposto esquema de caixa dois eleitoral, extorsão e falsa comunicação de crime durante o período das eleições de 2024.

Segundo a PF, investigados movimentaram cerca de R$ 40 mil para financiar campanhas eleitorais sem declarar os valores na prestação de contas enviada à Justiça Eleitoral.

De acordo com a investigação, os envolvidos realizaram transferências via PIX no dia 1º de outubro de 2024. No entanto, os responsáveis pela campanha omitiram os repasses dos documentos oficiais, o que levantou suspeitas de irregularidade eleitoral.

Grupo pressionava candidatos, aponta investigação

Conforme a apuração da Polícia Federal, o grupo oferecia recursos financeiros irregulares para candidatos durante a campanha eleitoral na Serra.

Em seguida, os investigados pressionavam os candidatos a assinar documentos de transferência de veículos como garantia. Além disso, caso os políticos não vencessem as eleições, o grupo poderia ficar com os bens.

A PF também apura se os investigados coagiram candidatos durante as negociações.

PF apreendeu celulares, documentos e computadores

Durante a operação, os agentes cumpriram cinco mandados de busca e apreensão em residências e empresas localizadas na Serra.

Além disso, os policiais recolheram celulares, computadores, documentos e outros equipamentos eletrônicos que podem fortalecer as investigações.

Agora, a perícia técnica irá analisar todo o material apreendido.

Investigados podem responder por crimes eleitorais e extorsão

A Polícia Federal informou que os envolvidos podem responder por falsidade ideológica eleitoral, extorsão e falsa comunicação de crime.

Além disso, os crimes possuem previsão tanto no Código Eleitoral quanto no Código Penal.

Até o momento, a PF não divulgou o número de candidatos investigados nem revelou quais campanhas teriam recebido os recursos suspeitos.

As investigações continuam.