
O soldado Geovany Jorge Alves da Silva Júnior, condenado por tráfico de drogas na região da Cracolândia, deixou a Polícia Militar de São Paulo depois que o Comando-Geral da corporação concluiu um processo administrativo disciplinar. Assim, o Comando publicou a portaria oficializando a expulsão nesta sexta-feira (13/3). Com a decisão, o ex-policial perdeu o salário e todos os direitos e benefícios do cargo.
Geovany havia sido condenado em março de 2024 e, desde então, estava afastado da função. Ele atuava como motorista do comandante do 13º Batalhão, unidade responsável pelo patrulhamento da região central da capital. Além disso, a Polícia prendeu Geovany em flagrante com cinco tijolos de maconha e cerca de 1,5 mil euros (aproximadamente R$ 8 mil). Um mês antes da prisão, o tenente-coronel Armando Luiz Pagoto Filho, comandante do batalhão, laureou Geovany por “bons serviços prestados”.
Após a prisão, o comandante do batalhão transferiu-se. Parte das drogas estava em uma oficina próxima à unidade, enquanto outra quantidade estava em um carro que pertencia ao ex-soldado. Na ocasião, Geovany alegou inocência e recorreu da prisão, mas não obteve sucesso. Durante o julgamento, ele admitiu conhecer os donos do estabelecimento; entretanto, afirmou que não mantinha relação com eles “senão a respeito de carros”.
Além disso, a juíza Cynthia Torres Cristófaro, da 23ª Vara Criminal do Foro da Barra Funda, determinou que Geovany permanecesse preso enquanto tramitavam os recursos. Ela também ordenou que o ex-policial devolvesse o distintivo e as algemas, e destruísse as drogas apreendidas.
Até o momento, a Polícia Militar de São Paulo ainda não comentou a expulsão de Geovany. Portanto, a decisão encerra definitivamente a carreira do soldado na corporação.












