Polícia encontra fazenda clandestina de criptomoedas durante operação contra o CV

Segundo a polícia, criminosos utilizavam dezenas de computadores ligados clandestinamente para minerar bitcoins e outras moedas digitais com alto consumo de energia elétrica

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- Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro encontrou nesta sexta-feira (22) uma fazenda clandestina de criptomoedas instalada nos fundos de um mercado no Complexo do Lins, na zona norte da capital fluminense.

Os agentes localizaram a estrutura durante mais uma fase da Operação Contenção, que investiga traficantes ligados ao Comando Vermelho (CV), facção que atua na região.

Segundo os investigadores, os criminosos utilizavam o espaço para mineração de bitcoins e outras moedas digitais por meio de ligações improvisadas de energia elétrica. Além disso, a estrutura funcionava de forma clandestina para evitar fiscalização.

Polícia encontrou dezenas de computadores ligados

Durante a operação, policiais encontraram dezenas de computadores funcionando ao mesmo tempo. Os equipamentos realizavam o processamento e a validação de transações de criptomoedas, atividade conhecida pelo alto consumo de energia elétrica.

Além das máquinas, os agentes apreenderam celulares, drogas e diversos equipamentos eletrônicos utilizados pelo grupo criminoso. Ao mesmo tempo, equipes também recuperaram veículos roubados durante a ação.

Dez pessoas acabaram presas

Ao longo da operação, equipes da Polícia Civil prenderam dez pessoas. Além disso, um homem apontado como gerente do tráfico da comunidade da Camarista acabou baleado durante confronto com os agentes.

Depois do tiroteio, equipes socorreram o suspeito e o encaminharam para um hospital da região, onde ele permanece internado sob custódia policial.

A Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais) coordenou a operação em conjunto com a 26ª DP de Todos os Santos. Além dessas unidades, policiais de diferentes departamentos participaram da ação.

Traficantes monitoravam ações policiais

Segundo as investigações, integrantes do Comando Vermelho mantinham uma estrutura criminosa organizada no Complexo do Lins. Além do tráfico de drogas, o grupo atuava em roubos de veículos, assaltos a pedestres e ataques contra instituições bancárias.

De acordo com a Draco, os criminosos monitoravam em tempo real a movimentação das forças de segurança nos acessos à comunidade. Além disso, integrantes da facção utilizavam canais restritos de comunicação para compartilhar informações sobre operações policiais, deslocamento de viaturas, blindados e aeronaves.

Operação também investiga golpe bancário

A operação também cumpriu mandados contra suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada no golpe da falsa central telefônica.

Durante a ação, policiais prenderam uma mulher investigada por participação no esquema. Segundo a investigação, conduzida em parceria com a Polícia Civil do Piauí, os criminosos se passavam por funcionários do setor de segurança de bancos para enganar vítimas.

Depois disso, o grupo convencia os clientes a entrar em contato com uma central clandestina controlada pela quadrilha. Com acesso aos dados bancários e aplicativos financeiros das vítimas, os suspeitos realizavam transferências e outras movimentações fraudulentas.

Agora, a polícia tenta identificar outros integrantes do esquema e rastrear ativos financeiros ligados à organização criminosa.

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