Polícia descarta ligação de comerciante morto com denúncia de assédio no ES

Polícia conclui investigação e afirma que não há provas contra comerciante morto após acusação.

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-  Foto: Divulgação/PCES

Investigação conclui que não há provas contra vítima assassinada após acusação envolvendo adolescente

A Polícia Civil concluiu a investigação sobre a morte do comerciante Halison Vieira, de 45 anos, conhecido como “Deblon”, assassinado em janeiro de 2025 no bairro Cobi de Baixo, em Vila Velha. A corporação confirmou que não encontrou qualquer prova que ligue a vítima a um suposto caso de assédio contra uma adolescente de 12 anos, apontado inicialmente como motivação do crime.

De acordo com a apuração, a principal linha investigativa indicou que o autor do homicídio era alguém da própria região. Além disso, as diligências revelaram que o suspeito de atrair o comerciante até o local, Maykon Moreira Machado, de 30 anos, conhecido como “MK”, também morreu posteriormente.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Cleudes Júnior, Maykon teria atraído Halison sob o pretexto de realizar uma cobrança. No entanto, ao chegar ao local, o suspeito apresentou um vídeo com acusações contra o comerciante e, em seguida, efetuou diversos disparos.

“O autor chegou bastante nervoso, alegando que faria uma cobrança. Logo depois, a vítima apareceu e foi confrontada com um vídeo contendo acusações. Sem permitir qualquer defesa, ele sacou a arma e atirou várias vezes”, explicou o delegado.

Apesar dessa versão, a Polícia Civil reforçou que não confirmou a veracidade das acusações. Além disso, os investigadores ouviram familiares da vítima, que negaram qualquer envolvimento de Halison em crimes dessa natureza.

Ainda conforme a corporação, equipes realizaram buscas em registros policiais, incluindo na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). No entanto, nenhum registro ou ocorrência foi encontrado contra o comerciante.

“A vítima não possuía histórico relacionado a esse tipo de crime e não tinha passagens por delitos sexuais. Fizemos levantamentos detalhados, mas não encontramos nada que sustentasse a acusação”, afirmou o delegado.

Por outro lado, a polícia destacou que Maykon possuía antecedentes criminais. Além disso, ele atuava na região da Grande Cobi e tinha ligação com o tráfico de drogas e episódios de violência.

A Polícia Civil também investiga a possibilidade de que a morte de Maykon tenha relação com o assassinato de Halison. Entretanto, outras hipóteses seguem em análise, incluindo disputas ligadas ao tráfico de drogas na região.

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