
Policiais militares responderam na Justiça por tortura após câmeras corporais registrarem agressões, ameaças e uma sessão de roleta-russa contra dois adolescentes durante uma operação na Favela da Caixa D’Água, na Zona Leste de São Paulo. As imagens também mostram invasões a casas sem mandado judicial. Além disso, a investigação aponta o desaparecimento de drogas recolhidas durante a ação.
As gravações mostram um cabo apontando uma pistola para a cabeça de um adolescente. Em seguida, um sargento colocou uma munição em um revólver, girou o tambor e apertou o gatilho contra outro jovem. Depois, os policiais agrediram os adolescentes, entraram em imóveis sem autorização judicial e recolheram materiais que, segundo a investigação, incluíam drogas. No entanto, parte desse material desapareceu antes de chegar à delegacia.
O Tribunal de Justiça Militar condenou o sargento Amauri dos Santos a 12 anos e 5 meses de prisão pelos crimes de tortura, abuso de autoridade, fraude processual e peculato. Além disso, a Justiça condenou o cabo Sandro Nascimento a 4 anos e 10 meses, em regime semiaberto, por tortura e abuso de autoridade. Outros policiais ainda respondem ao processo. Por fim, a Polícia Militar informou que ampliou o programa de câmeras corporais e continua investindo na tecnologia para reforçar a transparência das operações.











