Polícia Federal apura esquema milionário de fraude contra a Caixa em Linhares

Investigação aponta que empresa utilizava duplicatas sem comprovação comercial para obter crédito bancário

Arte Da Capa Da Mat Ria Do Site 1000 X 750 Px 2026 05 19t163222 548
- Foto: Polícia Federal (PF)

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (19), a Operação Lastro para investigar uma suposta fraude bancária contra a Caixa Econômica Federal em Linhares, no Norte do Espírito Santo.

Durante a ação, os agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão no município.

Acompanhe as principais notícias do ES — receba grátis onde preferir!

Segundo a investigação, uma empresa utilizava o sistema de desconto de duplicatas da instituição financeira para obter crédito bancário de forma irregular.

Além disso, os responsáveis emitiam títulos sem comprovação de relação comercial legítima. Os documentos também apareciam vinculados a supostos compradores que, posteriormente, negaram qualquer negociação com a empresa investigada.

Esquema simulava operações legítimas

As apurações apontam que os investigados iniciaram o esquema com operações dentro do limite de crédito autorizado pelo banco. Dessa forma, as movimentações financeiras aparentavam legalidade no início das operações.

Depois disso, os envolvidos passaram a emitir duplicatas sem circulação de mercadorias ou prestação de serviços correspondente.

Segundo a Polícia Federal, os investigados descontavam os títulos por meio do internet banking empresarial. Em seguida, a empresa recebia os valores diretamente na própria conta bancária.

Além disso, os suspeitos deixavam de encaminhar os boletos de cobrança aos supostos sacados. Por isso, a fraude demorou mais tempo para ser identificada.

Empresas denunciaram cobranças indevidas

O caso começou a ganhar força após empresas procurarem a Caixa Econômica Federal para relatar cobranças relacionadas a títulos que afirmavam desconhecer.

A partir disso, a Polícia Federal realizou oitivas, análises documentais e exames telemáticos para aprofundar as investigações.

Até o momento, a PF não divulgou o valor total do prejuízo causado pelo suposto esquema criminoso.