
José Roberto de Oliveira Lima, conhecido como Tiquinho e marido da cantora sertaneja Sônia Sayara, passou a integrar a lista vermelha da Interpol. Segundo a Polícia Federal (PF), ele participa de uma investigação que apura a atuação de uma organização criminosa especializada no transporte de maconha e cocaína do Paraguai para o Brasil.
De acordo com informações publicadas pela coluna de Manoela Alcântara, do Metrópoles, a PF aponta que Tiquinho assumiu o comando do grupo após a morte do narcotraficante paraguaio Carlos Rubén Sánchez Garcete, conhecido como Chicharô.
Investigação aponta mudança no comando
Conforme a investigação, homens armados invadiram a residência de Chicharô e o mataram em agosto de 2021, na cidade de Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã (MS).
Depois disso, a Polícia Federal passou a apontar Tiquinho como um dos responsáveis pela liderança da organização criminosa, ao lado da esposa, Sônia Sayara, que também utiliza o nome Sônia Sánchez Garcete.
Cantora responde ao processo
Em maio do ano passado, agentes da Polícia Federal prenderam Sônia Sayara durante a Operação Tango Down. Na ocasião, a equipe localizou a cantora em um sítio no município de Mogi Guaçu, no interior de São Paulo.
Posteriormente, a Justiça recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público e transformou a cantora em ré, em janeiro deste ano. Desde então, o processo segue em tramitação.
Interpol passou a procurar investigado
Segundo a publicação, a Polícia Federal acredita que Tiquinho esteja escondido no Paraguai.
Por isso, os investigadores solicitaram à Justiça a inclusão do nome dele na lista vermelha da Interpol. Em seguida, a Justiça autorizou o pedido. Com isso, os órgãos policiais dos países integrantes da organização podem localizar e prender o investigado para eventual extradição, conforme a legislação de cada país.
PF apura atuação da organização criminosa
Segundo a investigação, o grupo utilizava rotas aéreas e terrestres para transportar drogas até o território brasileiro.
Além disso, a organização recorria ao apoio de pilotos, motoristas e empresas para esconder a origem e a natureza das cargas ilícitas.
Ainda conforme a coluna de Manoela Alcântara, fontes ligadas ao caso afirmam que Tiquinho continua exercendo funções dentro da organização criminosa.
Sônia Sayara reúne cerca de 211 mil seguidores no Instagram e aproximadamente mil ouvintes mensais em uma plataforma de streaming.
Até o momento, a coluna informou que não conseguiu contato com as defesas de Sônia Sayara e de José Roberto de Oliveira Lima para comentar as investigações.










