Papa Leão afirma que Deus não escuta líderes que incentivam conflitos

Durante discurso, pontífice criticou governantes envolvidos em conflitos e reforçou que fé não pode caminhar ao lado da violência.

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- Papa Leão XIV lidera a oração do Angelus da janela do Palácio Apostólico no Vaticano — Foto: REUTERS/Guglielmo Mangiapane/Foto de arquivo

O papa Leão XIV afirmou neste domingo (29) que Deus rejeita as orações de líderes que promovem guerras. Além disso, declarou que esses governantes têm “mãos cheias de sangue”. As falas ocorreram enquanto o conflito envolvendo o Irã entra no segundo mês.

Durante a celebração do Domingo de Ramos, na Praça de São Pedro, o pontífice se dirigiu a dezenas de milhares de fiéis. A data marca o início da Semana Santa para cerca de 1,4 bilhão de católicos em todo o mundo.

Na ocasião, o papa classificou o conflito como “atroz” e reforçou que a fé não pode ser usada para justificar guerras. Segundo ele, Jesus representa a paz e rejeita qualquer forma de violência.

“Este é o nosso Deus: Jesus, Rei da Paz, que rejeita a guerra, a quem ninguém pode usar para justificar a guerra”, afirmou.

Em seguida, o pontífice citou uma passagem bíblica para reforçar a mensagem. De acordo com ele, Deus não ouve orações de quem promove conflitos.

“Ainda que façais muitas orações, não ouvirei: as vossas mãos estão cheias de sangue”, declarou.

Críticas ao conflito

Embora não tenha citado líderes específicos, o papa tem intensificado as críticas à guerra nas últimas semanas. Nesse sentido, ele voltou a defender um cessar-fogo imediato.

Além disso, Leão XIV condenou os ataques aéreos e afirmou que ações militares indiscriminadas devem ser proibidas.

Ao final da celebração, o pontífice também demonstrou preocupação com os cristãos no Oriente Médio. Segundo ele, muitos enfrentam dificuldades por causa da guerra e podem não conseguir celebrar a Páscoa.

Apelo por paz

O papa voltou a destacar o exemplo de Jesus como símbolo de não violência. Para reforçar, citou um trecho bíblico em que Cristo repreende um seguidor por usar uma espada.

“Ele não se armou, nem se defendeu, nem lutou qualquer guerra”, afirmou.

Por fim, o pontífice destacou que Jesus revelou um Deus que rejeita a violência e escolheu o caminho do sacrifício, em vez do confronto.