Papa diz não ter medo de Trump e reforça posição contra a guerra

Papa diz não temer Trump e reforça discurso pela paz

Arte Da Capa Da Mat Ria Do Site 1000 X 750 Px 2026 04 13t090648 243
- Foto: Divulgação.

O papa Leão XIV afirmou que não teme o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e garantiu que continuará defendendo, de forma firme, a mensagem do Evangelho, especialmente em relação à paz e ao fim dos conflitos.

A declaração foi feita durante o voo rumo à Argélia, primeira parada de sua viagem oficial à África. Segundo o pontífice, a Igreja não atua como agente político, mas mantém posicionamento claro diante de temas globais. “Continuarei falando com voz forte sobre a mensagem do Evangelho. Não somos políticos, mas construtores de paz”, disse.

Críticas de Trump motivaram resposta

A fala do papa ocorre após críticas feitas por Trump na rede Truth Social. O ex-presidente norte-americano afirmou que Leão XIV seria “fraco” em política externa e pediu que ele evitasse críticas aos Estados Unidos.

Além disso, Trump declarou que não deseja um papa que critique ações americanas ou que tenha posicionamentos considerados alinhados à esquerda. Ele também sugeriu que a escolha de Leão XIV teria relação com sua nacionalidade, como estratégia para lidar com o cenário político dos EUA.

Papa evita confronto direto

Apesar das declarações, o papa afirmou que não pretende entrar em confronto com Trump. Ele reforçou que sua missão não é política, mas espiritual. “Minha mensagem é o Evangelho. Continuo falando com força contra a guerra”, afirmou.

Viagem à África e defesa da paz

Durante a viagem, Leão XIV também destacou o objetivo de promover reconciliação entre os povos. Ele visitará, até a próxima semana, países como Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial.

O pontífice ainda reforçou que sua mensagem não é direcionada apenas aos Estados Unidos, mas a todos os líderes mundiais. Segundo ele, é necessário buscar o diálogo e o multilateralismo para resolver conflitos.

“Precisamos promover a paz e a reconciliação. Muitas pessoas sofrem com a guerra, e é preciso mostrar que existe um caminho melhor”, concluiu.