
A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção passou por atualização após uma nova avaliação do ICMBio. O instituto analisou o estado de conservação da fauna brasileira e revisou os dados. Como resultado, incluiu 180 espécies ou subespécies na lista. Entre elas estão a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), o bugio-preto (Alouatta caraya) e o tamanduaí (Cyclopes rufus). Além disso, o órgão retirou 150 espécies do documento.
Com a atualização, o Brasil agora registra 790 espécies ou subespécies ameaçadas de extinção. O documento também mantém nove espécies classificadas como extintas. O levantamento reúne mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres. As categorias usadas incluem Vulnerável (VU), Em Perigo (EN), Criticamente em Perigo (CR), Possivelmente Extintas (CR-PE) e Extinta na Natureza (EW). Entre os grupos, os invertebrados terrestres aparecem em maior número, com 264 espécies ameaçadas. Em seguida, surgem aves, répteis, mamíferos e anfíbios.
O Ministério do Meio Ambiente afirma que a lista orienta ações de proteção da biodiversidade. Além disso, o documento ajuda na criação de políticas de conservação e recuperação de espécies. O ministro João Paulo Capobianco destaca que a atualização reconhece o estado da fauna brasileira. Segundo ele, o trabalho também fortalece estratégias de preservação. O ICMBio conduziu a revisão com apoio da comunidade científica. Da mesma forma, organizações da sociedade civil participaram do processo de atualização.











