Três irmãos são condenados a 140 anos por chacina de família em Linhares

Três irmãos foram condenados a 140 anos de prisão por matar e carbonizar quatro pessoas da mesma família em Linhares, incluindo uma criança de 3 anos. A Justiça determinou a prisão imediata e classificou o crime como brutal, além de apontar que a ação foi premeditada.

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Três irmãos receberam pena de 140 anos de prisão, em regime fechado, pela morte de quatro pessoas da mesma família em Linhares, no Norte do Espírito Santo. O crime ocorreu em dezembro de 2014 e gerou forte repercussão no Estado.

O Tribunal do Júri anunciou a decisão na noite desta quinta-feira (23), após dois dias de julgamento. Foram condenados Maurício Ramos dos Santos, Jairo Conceição dos Santos e Ismael Vitor dos Santos Júnior.

Além disso, a Justiça determinou a execução imediata das penas. Por isso, policiais prenderam Jairo e Ismael logo após o julgamento. Maurício já estava detido e, portanto, permaneceu preso.

Crime chocou pela crueldade

Na sentença, o Judiciário classificou o caso como “brutal e covarde”. As vítimas foram Franciele Telek de Oliveira, Flávio Telek de Oliveira, Eleilson Souza e Mirela Telek Costa, de 3 anos.

Segundo as investigações, os irmãos mataram as vítimas e, em seguida, incendiaram os corpos. Além disso, a perícia apontou que algumas vítimas ainda estavam vivas no momento do incêndio.

Os réus também responderam pelo estupro de Franciele, que estava grávida na época do crime.

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Ação foi planejada, aponta investigação

De acordo com a investigação, os três irmãos planejaram o crime com antecedência. Eles foram até a casa das vítimas já com a intenção de cometer os assassinatos.

Durante o processo, os réus confessaram a participação. Além disso, eles afirmaram que as vítimas “tinham que morrer”, conforme registrado nos autos.

Os corpos dos três adultos foram encontrados no mesmo dia, em uma construção ao lado da casa da família. Já a criança foi localizada posteriormente.

Justiça considerou agravantes na pena

A Justiça aplicou a pena levando em conta vários fatores. Entre eles estão motivo torpe, uso de meio cruel, dificuldade de defesa das vítimas e o uso de fogo.

Além disso, a pena pela morte da criança aumentou. Ainda assim, o juiz também considerou que a carbonização impediu um enterro digno para os familiares.

Por fim, a defesa dos irmãos não se manifestou até a última atualização do caso.

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