
O Irã voltou a elevar a tensão no Oriente Médio. Nesta quarta-feira (15), a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou que manterá o Estreito de Ormuz fechado enquanto os Estados Unidos continuarem os ataques militares contra o país.
Além disso, o grupo ameaçou bloquear outras rotas estratégicas de exportação de petróleo e gás. Segundo o governo iraniano, a medida permanecerá em vigor até o fim do que classificou como “atos de agressão” dos Estados Unidos.
Ataques aumentam tensão
Enquanto isso, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) informou que realizou novos bombardeios contra posições militares iranianas. Além disso, militares norte-americanos interceptaram duas embarcações que tentavam cruzar o bloqueio em direção a portos do Irã.
O Centcom informou que os ataques atingiram sistemas de defesa costeira. Também foram destruídos depósitos e plataformas de lançamento de mísseis de cruzeiro na ilha de Greater Tunb.
Mercado reage
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas de transporte de petróleo e gás do mundo. Por isso, qualquer interrupção no tráfego afeta diretamente o mercado internacional.
Após a nova escalada militar, o preço do petróleo voltou a subir. Ao mesmo tempo, o fluxo de navios-tanque na região diminuiu, aumentando a preocupação com o abastecimento global.
Trump faz nova ameaça
Na terça-feira (14), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderá atacar pontes e usinas de energia iranianas caso Teerã não retome as negociações.
No entanto, a declaração provocou novas críticas. Segundo o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, ataques deliberados contra civis ou infraestrutura civil podem configurar crime de guerra.
Irã mantém estratégia
Por outro lado, o presidente do Parlamento iraniano e negociador Mohammed Bager Qalibaf afirmou que o controle do Estreito de Ormuz faz parte da estratégia de segurança nacional do país.
Além disso, ele declarou que o Irã continuará apostando tanto na resistência militar quanto no diálogo diplomático. Enquanto isso, o conflito segue elevando a tensão internacional e pressionando o mercado global de energia.











