
A Polícia Civil prendeu o influenciador Matheus Ricardo de Souza Santos, nesta terça-feira (28), suspeito de realizar cirurgias estéticas ilegais e se passar por médico. A prisão ocorreu durante operação na Baixada Santista, no litoral de São Paulo.
Segundo as investigações, o suspeito utilizava as redes sociais para atrair pacientes. Além disso, ele divulgava promessas de resultados rápidos, como “transformar o corpo em 45 dias”, o que, de acordo com a polícia, colocava a saúde das pessoas em risco.
Clínica clandestina e materiais apreendidos
Durante a operação, os agentes foram até a residência do investigado, no Guarujá. No local, apreenderam celular, notebook e um certificado de curso com carga horária de 30 horas.
Além disso, os policiais encontraram um cilindro de oxigênio e produtos descritos como estéreis para procedimentos estéticos. No entanto, também localizaram substâncias de uso controlado, como esteroides anabolizantes e materiais de origem suspeita.
No imóvel, a polícia ainda apreendeu um caderno com anotações detalhadas sobre procedimentos e protocolos estéticos.
Consultório também foi alvo
Posteriormente, os agentes cumpriram mandados em outros endereços ligados ao influenciador, incluindo um consultório particular.
Nos locais, a polícia encontrou medicamentos proibidos, materiais cirúrgicos e documentos. Segundo os investigadores, os itens confirmam a prática ilegal e o descumprimento de normas sanitárias.
Exercício ilegal da medicina
De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito realizava procedimentos invasivos, como aplicação com cânulas e fibras ópticas, mesmo sem formação em Medicina.
“Ele extrapolou os limites da atuação como esteticista ao executar procedimentos médicos sem qualificação”, destacou a polícia.
Além disso, os investigadores apontaram risco grave à saúde dos pacientes, devido ao uso de substâncias de procedência desconhecida.
Prisão preventiva
A polícia prendeu o influenciador em flagrante durante a operação. Na quarta-feira (29), a Justiça converteu a prisão em preventiva após audiência de custódia.
A defesa questionou o tempo de comunicação à família. No entanto, a polícia afirmou que a operação envolveu vários endereços e demorou mais que o previsto.
Segundo o delegado responsável, o próprio investigado pediu para que apenas o companheiro fosse informado sobre a prisão.










