
O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã completa um mês neste sábado (28) sem sinais de trégua. Mesmo assim, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump afirmou diversas vezes, nas últimas semanas, que já venceu a guerra.
Desde o início dos bombardeios, no começo de março, Trump passou a declarar publicamente a derrota do Irã. No entanto, a realidade no campo de batalha mostra outro cenário.
A troca de ataques continua intensa. Além disso, o Estreito de Ormuz permanece fechado, o que impacta diretamente o comércio global de petróleo. Ao mesmo tempo, negociações por cessar-fogo não avançam.
Do lado iraniano, o governo mantém o discurso de enfrentamento. O país continua lançando ofensivas contra Israel e aliados dos Estados Unidos, o que amplia a escalada do conflito.
Declarações contrastam com cenário atual
Ao longo do mês, Trump fez uma série de declarações afirmando superioridade militar e vitória sobre o Irã. Logo nos primeiros dias, ele disse que destruiu “praticamente tudo” no país.
Em seguida, passou a exigir “rendição incondicional” como condição para qualquer acordo. Além disso, classificou o Irã como o “perdedor do Oriente Médio” em publicações nas redes sociais.
Dias depois, afirmou que a guerra estava “praticamente concluída” e declarou que o Irã não tinha mais capacidade militar relevante. Ainda assim, os confrontos continuaram.
Escalada no discurso
Com o passar das semanas, Trump intensificou o tom das declarações. Ele afirmou que eliminou a liderança iraniana e destruiu completamente o regime.
Além disso, declarou que atingiu mais de 7 mil alvos e disse que o Irã não tinha mais capacidade de reação. Mesmo assim, voltou a ameaçar novos ataques caso o país não cedesse.
Em outro momento, afirmou que não tinha interesse em cessar-fogo, pois acreditava estar próximo da vitória. Também declarou que o Irã estava “morto” e sem liderança.
Guerra segue sem solução
Apesar do discurso de vitória, o cenário segue indefinido. Isso ocorre porque o conflito continua ativo, com ataques dos dois lados.
Além disso, o fechamento do Estreito de Ormuz continua pressionando a economia global. Ao mesmo tempo, não há confirmação de qualquer acordo diplomático.
Por fim, especialistas afirmam que o discurso político não reflete a situação real do conflito, que segue sem previsão de encerramento.










