
Os Estados Unidos e a Rússia deixaram de ter limites para a produção e o posicionamento de ogivas nucleares com o vencimento do tratado New START, nesta quarta-feira (4). Considerado o último grande freio do período pós-Guerra Fria, o acordo restringia o número de armas prontas para uso e impunha regras de transparência entre as duas maiores potências nucleares do planeta.
Sem o tratado, especialistas avaliam que o mundo entra em uma nova fase de instabilidade estratégica. A ausência de limites formais deve acelerar a corrida armamentista e ampliar o risco de proliferação nuclear, em um cenário marcado por desconfiança entre as potências.
Além disso, a rápida expansão do arsenal da China alterou o equilíbrio global e contribuiu para o colapso do acordo. Para analistas, o avanço chinês consolida o fim da lógica de não proliferação que predominou nas últimas décadas e inaugura uma “terceira era nuclear”, com arsenais em crescimento e menos mecanismos de controle internacional.
