
Uma pesquisa dos Estados Unidos aponta aumento no número de pessoas com mais de 70 anos diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O levantamento analisou registros de saúde em diferentes períodos e identificou crescimento contínuo nessa faixa etária. O Jornal da USP divulgou as informações.
O estudo atribui o avanço à ampliação dos critérios diagnósticos. Além disso, o maior acesso à avaliação clínica nas últimas décadas impulsiona esse cenário. Com isso, especialistas identificam mais casos que antes passavam despercebidos.
A identificação tardia surge como um dos principais fatores. No passado, o conhecimento sobre o transtorno era limitado, o que dificultava diagnósticos na infância e na juventude. Dessa forma, muitas pessoas chegaram à terceira idade sem o reconhecimento do TEA.
Mudança no perfil e novos desafios
Os dados indicam mudança no perfil etário das pessoas diagnosticadas. Ao mesmo tempo, o crescimento exige ampliação dos serviços de saúde voltados para adultos e idosos no espectro.
Por isso, especialistas defendem estratégias específicas de acompanhamento para essa população. O tema já aparece em pesquisas recentes que analisam o envelhecimento associado ao diagnóstico do autismo ao longo da vida.










