
O uso excessivo de celulares, tablets e videogames pode provocar comportamentos semelhantes aos do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), dificultando o diagnóstico correto. Durante o Julho Laranja, mês de conscientização sobre o transtorno, especialistas alertam que nem toda criança agitada ou desatenta tem TDAH e reforçam a importância de uma avaliação médica especializada.
Segundo a médica Larissa de Souza, neurocirurgiã pediátrica e neuropsiquiatra infantil, a principal diferença está na persistência dos sintomas. O TDAH afeta a criança de forma contínua em diferentes ambientes, como escola, casa e atividades de lazer. Já os comportamentos provocados pelo excesso de telas costumam diminuir quando a exposição aos dispositivos eletrônicos é reduzida. Além disso, estudos mostram que o uso prolongado de telas pode prejudicar a atenção, a concentração e o desenvolvimento cerebral infantil.
Por isso, a especialista recomenda evitar o uso de telas nos primeiros anos de vida e estabelecer limites para crianças maiores e adolescentes. Caso a criança apresente dificuldade constante para manter o foco, concluir tarefas, organizar atividades e controlar impulsos, os pais devem procurar avaliação profissional. Assim, o diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento adequado e reduz o risco de problemas emocionais, escolares e sociais.










