
O colesterol alto é uma condição silenciosa e, na maioria das vezes, só é identificado em exames de rotina. Ainda assim, representa um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, como infarto, AVC e trombose. Quando o LDL, conhecido como “colesterol ruim”, está elevado, há acúmulo de gordura nas artérias e redução do fluxo sanguíneo.
Segundo especialistas, o problema pode estar ligado tanto a hábitos de vida quanto à predisposição genética. Além disso, fatores como sedentarismo, alimentação rica em gordura e consumo excessivo de álcool contribuem para o aumento dos níveis de colesterol no sangue. Por isso, o acompanhamento médico regular é fundamental.
Nesse contexto, entram as estatinas, medicamentos usados para reduzir o colesterol e proteger o sistema cardiovascular. De acordo com o farmacêutico Maurizio Pupo, esses remédios atuam diretamente na produção de colesterol pelo organismo, bloqueando uma enzima responsável por esse processo.
Como as estatinas agem no organismo
As estatinas inibem a enzima HMG-CoA redutase, que participa da produção de colesterol no corpo. Com essa ação, os níveis de LDL diminuem de forma significativa, o que reduz o risco de formação de placas de gordura nas artérias.
Entre as opções mais conhecidas estão a rosuvastatina e a atorvastatina. A rosuvastatina apresenta ação mais rápida, enquanto a atorvastatina tem efeito mais gradual. A escolha depende do risco cardiovascular e do perfil de cada paciente.
Escolha do medicamento depende do paciente
Segundo especialistas, pacientes com risco cardiovascular elevado podem precisar de medicamentos mais potentes para resposta mais rápida. Já pessoas com doença renal crônica ou diabetes podem se beneficiar mais da atorvastatina, considerada mais segura em alguns casos.
Outro ponto importante é a interação com outros medicamentos, especialmente em pacientes idosos ou com doenças crônicas. Nesse cenário, a rosuvastatina tende a ter menor risco de interação medicamentosa.
Tratamento exige mudança de hábitos
Apesar da eficácia das estatinas, médicos reforçam que o tratamento do colesterol alto vai além dos medicamentos. Alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e redução do álcool e do tabagismo são medidas essenciais.
Além disso, a continuidade do tratamento é fundamental, já que a interrupção pode levar à elevação novamente dos níveis de colesterol. O controle deve ser individualizado, conforme o risco cardiovascular de cada paciente.










