
O Espírito Santo registrou 14.595 casos de hepatites virais e 1.495 mortes provocadas pela doença entre 2000 e 2024, segundo dados do Ministério da Saúde. No mesmo período, o Brasil contabilizou mais de 826 mil casos confirmados. Além disso, as hepatites B e C concentraram a maior parte das notificações e preocupam por poderem evoluir de forma silenciosa durante anos.
As hepatites virais afetam o fígado e, muitas vezes, não apresentam sintomas nas fases iniciais. Por isso, o diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações como cirrose, câncer hepático e necessidade de transplante. No Espírito Santo, a hepatite B lidera o número de notificações. Além disso, o Ministério da Saúde enviou 106,5 mil testes rápidos para hepatite C ao Estado até maio de 2026. Os exames estão disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo especialistas, a prevenção continua sendo a principal forma de combater a doença. A vacinação, o uso de preservativos e o não compartilhamento de objetos perfurocortantes reduzem o risco de transmissão. Além disso, pessoas com sintomas como fadiga, náuseas, dor abdominal, pele amarelada, urina escura e fezes claras devem procurar atendimento médico. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que as hepatites B e C ainda provocam mais de 95% das mortes relacionadas à doença no mundo.











