Escorpiões somam quase 90 ataques no ES em 2026

Além disso, autoridades reforçam alerta e orientam população sobre prevenção e riscos em áreas mais afetadas.

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- Da esquerda para a direita, escorpião-amarelo e escorpião-marrom: espécies encontradas no Espírito Santo, sendo a primeira a mais associada aos acidentes registrados no Estado. Foto: Wikipédia

O Espírito Santo já contabiliza 89 casos de picadas de escorpião em 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Atualmente, as ocorrências atingem 20 cidades capixabas e, até o momento, não há registro de mortes.

De acordo com o levantamento, os escorpiões não escolhem cenário. Ou seja, eles surgem tanto em áreas litorâneas quanto em regiões serranas. Nesse contexto, Aracruz, no Norte do Estado, concentra o maior número de registros, com 20 casos confirmados. Além disso, outras cidades também apresentam números relevantes, o que amplia o alerta das autoridades.

A Sesa informa que a maioria das ocorrências foi classificada como leve. Mesmo assim, o órgão mantém o alerta. Por isso, reforça a importância da prevenção e do atendimento rápido em caso de picada.

Cidades com registros em 2026

  • Aracruz: 20 casos
  • Santa Teresa: 11 casos
  • Afonso Cláudio: 10 casos
  • Domingos Martins e Itaguaçu: 6 casos cada
  • Laranja da Terra: 5 casos
  • Itarana, Santa Maria de Jetibá e Venda Nova do Imigrante: 4 casos cada
  • Conceição do Castelo, Ibatiba e João Neiva: 3 casos cada
  • Fundão e Marechal Floriano: 2 casos
  • Brejetuba, Cariacica, Guarapari, Ibiraçu, Viana e Vila Velha: 1 caso cada

Por outro lado, cidades como Vitória e Serra ainda não registraram ocorrências neste ano. Ainda assim, o monitoramento continua ativo nessas regiões.

Espécies mais comuns no Estado

O escorpião amarelo é o mais frequente no Espírito Santo. Além disso, ele possui patas claras, corpo escuro e uma serrilha característica na ponta da cauda. Por isso, costuma ser facilmente identificado.

Já o escorpião marrom também circula no Estado, embora com menor incidência. Nesse sentido, a espécie apresenta coloração predominantemente marrom, com patas mais claras e cauda em tom avermelhado.

Como evitar acidentes

Para reduzir o risco de aparecimento desses animais, especialistas recomendam medidas simples no dia a dia. Por exemplo, é fundamental manter o ambiente limpo e livre de esconderijos.

  • Evitar acúmulo de lixo, entulho e materiais de construção
  • Fechar frestas em paredes, pisos e rodapés
  • Instalar telas e vedantes em portas, janelas e ralos
  • Manter quintais, jardins e áreas externas limpas
  • Controlar insetos, como baratas e cupins
  • Preservar predadores naturais, como corujas e lagartixas
  • Usar luvas e calçados em atividades de jardinagem
  • Verificar roupas e sapatos antes de usar

O que fazer em caso de picada

A orientação é limpar o local com água e sabão e procurar atendimento médico imediatamente. Além disso, compressas mornas e analgésicos podem aliviar a dor. No entanto, a avaliação profissional continua sendo indispensável. Assim, evita-se o agravamento do quadro.

O Centro de Atendimento Toxicológico (CIATox-ES) oferece suporte 24 horas pelo telefone 0800 283 99 04. Dessa forma, a população pode buscar orientação gratuita em todo o Estado.

Caso recente acende alerta

Um caso registrado nesta semana reforça a preocupação. Um bebê de 1 ano e 2 meses foi picado por um escorpião em Laranja da Terra, na região Noroeste do Espírito Santo.

Inicialmente, a criança recebeu atendimento no hospital do município em estado grave. Em seguida, a equipe médica aplicou o soro específico com orientação do CIATox-ES. Logo depois, os profissionais avaliaram a necessidade de transferência.

Devido à gravidade, foi necessário o transporte aéreo até um hospital infantil em Vitória. Para isso, o deslocamento ocorreu com apoio do helicóptero do Notaer-ES. Durante o voo, o bebê permaneceu estável. Ainda assim, o caso exige acompanhamento.

Até o momento, não há atualização oficial sobre o estado de saúde da criança.