Escola de Linhares registra prisões por estrupo e assédio contra alunas

Escândalo em Linhares: Escola tem dois professores envolvidos em crimes sexuais em apenas 5 meses

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Delegacia de Linhares - Foto: Divulgação -

A escola estadual em Linhares enfrenta uma crise de segurança e ética sem precedentes com o envolvimento de dois professores em crimes sexuais num intervalo de apenas cinco meses. Conforme informações da Polícia Civil, o caso mais recente ocorreu na última segunda-feira (27), resultando na prisão de um docente de 38 anos pelo crime de estupro de vulnerável. Além disso, em novembro do ano passado, outro profissional da mesma instituição foi indiciado por assediar sexualmente oito estudantes, expondo um padrão alarmante de conduta inapropriada dentro e fora do ambiente escolar.

De acordo com as investigações do caso atual, o educador utilizava o pretexto de aulas particulares ministradas em sua própria residência para criar proximidade com a vítima. Posteriormente, ele teria levado a menina para um local isolado onde o abuso foi consumado, chegando a orientar a aluna para que mantivesse silêncio sobre o ocorrido. Embora o homem tenha confessado a relação sexual alegando consentimento, a polícia destaca que a posição de autoridade exercida pelo professor agrava o crime, levando-o diretamente ao Centro de Detenção Provisória (CDP) da Serra.

Paralelamente, o histórico da instituição revela que o primeiro incidente, registrado em 14 de novembro de 2025, envolveu um professor acusado de constranger repetidamente alunas com idades entre 17 e 18 anos. Naquela investigação, testemunhas confirmaram que o docente mantinha comportamentos inadequados de forma sistemática no pátio e nas salas de aula. Assim, a reiteração desses episódios em um curto espaço de tempo levanta sérios questionamentos sobre os mecanismos de fiscalização e proteção aos estudantes.

Em resposta aos acontecimentos, a Secretaria de Estado da Educação (Sedu) afirmou que o caso mais recente não possui ligação direta com as atividades internas da unidade de ensino, uma vez que o abuso teria ocorrido em ambiente privado. Todavia, a pasta declarou que permanece à disposição das autoridades e reafirma seu compromisso com a integridade da comunidade escolar. Entretanto, até o fechamento desta edição, a Sedu não apresentou um posicionamento detalhado sobre o primeiro caso de assédio ocorrido especificamente dentro das dependências da escola.