Empresa clandestina de segurança é fechada após crime brutal em Vitória

Investigação da Polícia Federal aponta ligação entre empresa irregular de segurança privada e crime brutal ocorrido na Praia do Suá, em Vitória

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Foto: Divulgação -

A Polícia Federal fechou, na quinta-feira (14), uma empresa de segurança privada que atuava clandestinamente em Vitória. A ação ocorreu após a forte repercussão de um crime brutal registrado na Praia do Suá, onde um homem em situação de rua foi sequestrado, espancado e morto.

Segundo a PF, os suspeitos investigados pelo homicídio possuem ligação direta com a empresa alvo da fiscalização. Por isso, equipes da Delegacia de Controle de Segurança Privada deflagraram a operação “Segurança em Pauta III” com apoio da Polícia Civil.

Além disso, as investigações apontaram que o grupo prestava serviços de segurança sem qualquer autorização legal. Mesmo assim, os integrantes realizavam rondas noturnas uniformizados e utilizavam tonfas, armas brancas e até simulacros de arma de fogo.

PF encerra atividades da empresa

Durante a fiscalização, os agentes identificaram diversas irregularidades. Diante da situação, a Polícia Federal lavrou o auto de encerramento das atividades da empresa, que operava clandestinamente na Capital.

Ao mesmo tempo, a PF reforçou que intensificou as ações de fiscalização no setor de segurança privada em todo o Espírito Santo. Somente neste ano, os agentes já fecharam 25 empresas irregulares no estado.

Contratação irregular gera riscos

Ainda de acordo com a Polícia Federal, a contratação de empresas clandestinas representa riscos tanto para a integridade física das pessoas quanto para o patrimônio dos contratantes.

Isso acontece porque os profissionais que atuam irregularmente não passam pelo controle obrigatório da PF. Em empresas autorizadas, por exemplo, os vigilantes precisam apresentar antecedentes criminais, além de passar por capacitação técnica, avaliação física e exames psicológicos.

Além disso, a legislação brasileira determina que apenas empresas autorizadas pela Polícia Federal podem oferecer serviços de segurança privada no país.

Por fim, a corporação destacou que continuará ampliando as fiscalizações para combater a atuação de grupos clandestinos no Espírito Santo.

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