Família doa coração de menina de 7 anos e salva bebê após acidente no Piauí
Mesmo diante da dor da perda, a família de Marina Ferreira Rocha, de 7 anos, transformou o luto em solidariedade. A menina morreu após um acidente de quadriciclo em Teresina (PI). Logo depois da confirmação da morte, os pais decidiram doar os órgãos. Com isso, o coração seguiu para Fortaleza (CE) e deu uma nova chance de vida a uma bebê de 1 ano.
A equipe médica transportou o órgão dentro do tempo adequado e realizou o transplante com sucesso em Sophia Vitória, que enfrenta cardiopatia dilatada, doença que enfraquece o músculo cardíaco e compromete a circulação sanguínea.
decisão
Após dias de internação, Cynara Lopes e Aurino Rocha optaram pela doação. Segundo eles, a escolha permitiu que a história da filha continuasse por meio de outras vidas. Além disso, a família compartilhou a decisão nas redes sociais e recebeu apoio de amigos e conhecidos.
“Decidimos que, através da vida da Marina, outras vidas poderão ser abençoadas. Autorizamos a doação de órgãos para que esse gesto alcance outras crianças e famílias”, escreveu a mãe.
Enquanto isso, familiares acompanharam cada etapa no hospital e, posteriormente, organizaram uma despedida marcada por homenagens e balões brancos.
nova chance
Sophia recebeu o diagnóstico de cardiopatia dilatada em novembro de 2024. Desde então, os pais deixaram o interior do Ceará e se mudaram para Fortaleza em busca de tratamento especializado. Porém, o quadro se agravou nos últimos meses, o que aumentou a urgência por um transplante.
Com a doação, os médicos conseguiram realizar a cirurgia no momento certo. Atualmente, a bebê permanece em acompanhamento e apresenta evolução clínica considerada positiva.
O sistema nacional de transplantes organizou a distribuição do órgão com base em critérios técnicos e compatibilidade. Dessa forma, garantiu rapidez e segurança em todo o processo.
despedida
Marina deixou duas irmãs mais velhas. Durante a despedida, familiares e amigos prestaram homenagens e reforçaram a importância do gesto da família. Assim, a decisão de doar transformou uma perda irreparável em esperança concreta para outra criança.
O caso evidencia que, embora a dor seja profunda, a doação de órgãos salva vidas e fortalece uma rede de solidariedade que atravessa estados e une famílias em torno da vida.
