Diarista e grupo condenados por roubo milionário no ES

Crime aconteceu em 2024; na época, grupo levou cofre com cerca de R$ 1 milhão em dinheiro e joias

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- Condomínio onde o crime aconteceu, em 2024 (Foto: Reprodução)

A Justiça condenou seis pessoas pelo roubo milionário em um apartamento de alto padrão no bairro Itaparica, em Vila Velha. Somadas, as penas ultrapassam 50 anos de prisão.

O crime ocorreu em 2024 e chamou atenção pela forma de execução. Na época, câmeras de segurança registraram dois homens deixando o prédio enquanto carregavam um cofre e uma mala com cerca de R$ 1 milhão em dinheiro e joias.

De acordo com as investigações, os suspeitos não arrombaram o imóvel nem forçaram a entrada. Pelo contrário, eles acessaram o local pela porta principal, como se fossem prestadores de serviço, após autorização que partiu de dentro do próprio apartamento.

Para a Justiça, a diarista Herica Lucide Custódia facilitou a entrada de Diego Souza Ferreira e Ernandes Matos, que retiraram o cofre e as joias. Em seguida, João Tiago Ferreira Lopes ajudou na fuga da dupla.

Além disso, a advogada Josilene Neinam Sales teria administrado parte do dinheiro levado. Brenda Custódia, filha da diarista, também teria participação no esquema, segundo a decisão.

As penas variam entre os condenados. Herica recebeu 14 anos de prisão, enquanto Brenda foi condenada a sete anos. Diego cumprirá quatro anos, e Ernandes, 13. Já João Tiago e Josilene receberam penas de oito anos cada.

Defesa contesta decisão

A defesa de Herica e Brenda, representada pela advogada Sharlene Azarias Vago, contesta a condenação. Segundo ela, a diarista é mãe de 10 filhos e não participou do crime. Além disso, sustenta que a cliente também foi vítima da situação e que o contexto social precisa ser considerado.

Ainda conforme a advogada, Herica confessou envolvimento durante o inquérito para proteger a filha, que estaria sendo ameaçada. A defesa também criticou o que considera desigualdade no tratamento dado aos réus.

Por outro lado, a defesa da advogada Josilene Neinam informou, por meio de nota, que vai recorrer da decisão. A equipe aponta supostas irregularidades no sistema prisional, incluindo possível violação de prerrogativas profissionais.

Até o momento, as defesas de Ernandes e João Tiago não se manifestaram. No entanto, o espaço segue aberto para posicionamento.

Dinâmica do crime

Segundo informações apuradas na época, a funcionária do imóvel relatou que trabalhava no local quando uma mulher armada entrou no apartamento. Durante a ação, ela foi rendida, agredida com uma coronhada e perdeu a consciência.

Em seguida, os criminosos levaram dois cofres que, conforme a proprietária, armazenavam cerca de R$ 1 milhão em dinheiro e joias.

Após a fuga dos suspeitos, a vítima conseguiu pedir ajuda da varanda do prédio. Pessoas que estavam na academia do condomínio ouviram os gritos e acionaram a polícia.