De comida simples a produto premium: o petisco coreano que explodiu em 2026

Um petisco tradicional da Coreia do Sul virou fenômeno global após a popularização da culinária coreana. Em 2026, a alta demanda e problemas na produção fizeram o produto atingir preço recorde.

- Imagem ilustrada e criada por IA

Um petisco tradicional da Coreia do Sul, por décadas associado a refeições simples e acessíveis, transformou-se em um produto disputado no mercado internacional. Em 2026, o alimento atingiu preços recordes, impulsionado pela popularização global da culinária coreana e por fatores econômicos e climáticos.

Trata-se do gim, alga marinha seca e tostada, consumida diariamente na Coreia do Sul e usada tanto como acompanhamento quanto como ingrediente de pratos populares.

Durante anos, o gim foi considerado um alimento básico nas casas coreanas. No entanto, a expansão da cultura sul-coreana — impulsionada pelo K-pop, pelos doramas e pelo cinema — levou o produto às prateleiras de supermercados da Europa, dos Estados Unidos e da América Latina.

Além disso, chefs e influenciadores gastronômicos passaram a usar o gim em receitas modernas, snacks industrializados e versões gourmet. Com isso, a demanda global cresceu rapidamente.

Ao mesmo tempo em que o consumo aumentou, a produção enfrentou dificuldades. O cultivo da alga depende de condições específicas de temperatura e qualidade da água. Nos últimos anos, mudanças climáticas afetaram áreas tradicionais de produção na Coreia do Sul.

Segundo especialistas citados pela BBC, eventos climáticos extremos reduziram a oferta, enquanto os custos de produção e exportação subiram. Como consequência, o preço disparou.

Em 2026, o gim atingiu seu maior valor histórico no mercado internacional. Em alguns países, o preço mais que dobrou em relação aos anos anteriores. O que antes era visto como um petisco “humilde” passou a ser tratado como produto premium.

Apesar disso, o consumo segue alto, especialmente entre jovens e consumidores interessados em alimentação saudável, já que o gim é rico em minerais e tem baixo teor calórico.

Mesmo com a valorização, o gim continua presente na rotina dos sul-coreanos. No entanto, a escalada de preços preocupa consumidores locais, que veem um alimento tradicional tornar-se menos acessível.

Para analistas, o caso ilustra como a globalização da cultura e da gastronomia pode transformar produtos simples em fenômenos econômicos internacionais.