
O corpo do empresário Dante de Brito Michelini, de 76 anos, foi enterrado na manhã desta quinta-feira (2), no Cemitério de Santo Antônio, em Vitória. A Justiça do Espírito Santo autorizou o registro do óbito e a liberação do corpo.
A família solicitou a documentação e conseguiu concluir o processo junto ao Instituto Médico Legal (IML) por volta das 9h.
Michelini morreu no sítio onde morava, na região de Meaípe, em Guarapari. A decisão judicial fixou a data da morte em 20 de janeiro deste ano. No entanto, equipes localizaram o corpo apenas em 3 de fevereiro.
A Polícia Civil prendeu William Santos Monzoli, apontado como autor do crime. Em depoimento, ele confessou o assassinato e indicou o local onde descartou a cabeça da vítima.
Relembre o caso
A morte de Dante Michelini mobilizou autoridades e reacendeu um dos episódios mais marcantes da história criminal do Espírito Santo.
Equipes encontraram o corpo decapitado e carbonizado em um sítio na região de Meaípe. A identificação confirmou que se tratava do empresário.
Corpo foi encontrado em sítio
Familiares estranharam o desaparecimento e acionaram conhecidos para verificar a propriedade. Ao chegar ao local, uma testemunha encontrou sinais de destruição e estruturas incendiadas.
Em seguida, peritos realizaram os primeiros levantamentos técnicos no local.
A confirmação da identidade ocorreu por meio de exames, enquanto equipes trabalharam para reunir todos os elementos do caso.
Ligação com o caso Araceli
O nome de Dante Michelini voltou ao debate público por causa da ligação com o caso Araceli, ocorrido em 1973, em Vitória.
Na época, Araceli Cabrera Crespo, de apenas oito anos, desapareceu. Dias depois, o crime chocou o país e marcou a história brasileira.
Em 1980, a Justiça condenou Michelini. Posteriormente, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo anulou a decisão e determinou nova análise. Após reavaliação, a Justiça absolveu os réus por falta de provas.
Caso marcou o país
Desde então, o caso Araceli simboliza a luta contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes.
Por isso, o Congresso Nacional instituiu o dia 18 de maio como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
Décadas depois, a morte de Michelini volta a repercutir e reforça o impacto histórico do caso no Espírito Santo.










