Cirurgia robótica avança no tratamento do câncer, mas não substitui cirurgia aberta em todos os casos

Especialista explica quando cirurgia robótica, laparoscopia ou cirurgia aberta é indicada para o tratamento

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- A indicação de cirurgia robótica, aberta ou laparoscopia depende do tipo de tumor do paciente Crédito: Imagem: Adisak Riwkratok | Shutterstock

A cirurgia robótica vem ganhando espaço no tratamento do câncer e se consolidando como uma importante aliada da medicina moderna. Além dela, a laparoscopia e a cirurgia aberta seguem amplamente utilizadas no tratamento oncológico, cada uma com indicações específicas conforme o tipo do tumor, o estágio da doença e as condições clínicas do paciente.

Apesar dos avanços tecnológicos, especialistas alertam que nem todos os tumores podem ser tratados por técnicas minimamente invasivas. Em muitos casos, a cirurgia aberta ainda representa a opção mais segura para garantir a retirada completa do câncer.

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Escolha da técnica depende de avaliação individual

Segundo o cirurgião oncológico Sérgio Carvalho, de São José do Rio Preto, a definição entre cirurgia robótica, laparoscopia ou cirurgia aberta ocorre após avaliação individualizada de cada paciente.

De acordo com o especialista, o principal objetivo continua sendo remover totalmente o tumor com segurança oncológica e preservar a saúde do paciente.

“Existem situações em que a cirurgia robótica e a laparoscopia oferecem excelentes resultados e muitos benefícios. No entanto, tumores maiores, avançados ou que atingem outros órgãos podem exigir cirurgia aberta”, explica.

Além disso, o médico reforça que não existe uma técnica única capaz de atender todos os tipos de câncer.

Cirurgia aberta ainda é necessária em casos complexos

Mesmo com o crescimento da cirurgia robótica no Brasil, a cirurgia aberta continua indicada em diversos cenários mais complexos. Entre os principais casos estão:

  • Tumores maiores;
  • Câncer em estágio avançado;
  • Comprometimento de órgãos adjacentes;
  • Presença de múltiplas aderências;
  • Necessidade de maior acesso cirúrgico.

Segundo Sérgio Carvalho, em alguns procedimentos minimamente invasivos também pode ocorrer conversão para cirurgia aberta durante a operação, dependendo das condições encontradas pela equipe médica.

Técnicas minimamente invasivas oferecem benefícios

Por outro lado, a cirurgia robótica e a laparoscopia trouxeram avanços importantes para pacientes diagnosticados em fases iniciais da doença.

Entre os principais benefícios das técnicas minimamente invasivas estão:

  • Menor tempo de internação;
  • Recuperação mais rápida;
  • Menor sangramento;
  • Redução da dor pós-operatória;
  • Incisões menores.

“A cirurgia robótica representa um avanço extremamente importante para a medicina moderna. Porém, o mais importante continua sendo indicar o tratamento correto para cada paciente”, afirma o especialista.

Diagnóstico precoce aumenta chances de sucesso

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028. O aumento está relacionado principalmente ao envelhecimento da população.

Por isso, especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico especializado.

Segundo o cirurgião oncológico, muitos casos ainda são descobertos em estágios avançados, o que reduz opções terapêuticas e exige tratamentos mais agressivos.

“Hoje conseguimos acompanhar pacientes por décadas após o tratamento. Sem dúvida, o diagnóstico precoce continua sendo um dos fatores mais importantes para aumentar as chances de sucesso”, destaca Sérgio Carvalho.