Chefe de facção presa em shopping do RJ obtém prisão domiciliar

Justiça concedeu prisão domiciliar para cuidados com as filhas

A Justiça concedeu habeas corpus e autorizou a prisão domiciliar de Ingride Fontinelles Morais. Com isso, ela deixou a prisão após ter sido detida em agosto de 2025, no Rio de Janeiro, por associação a facção criminosa e tráfico de drogas. Agora, a decisão permite que cumpra a medida em Sorriso, no norte de Mato Grosso. Segundo o Judiciário, o objetivo é garantir os cuidados às duas filhas, de 5 e 2 anos. A decisão, portanto, foi assinada na última sexta-feira (6).

Pedido da defesa

No pedido apresentado, a defesa sustentou que Ingride é a única responsável pelas crianças. Além disso, alegou a inexistência de rede de apoio familiar. Conforme os autos, o pai das meninas, a avó materna e a irmã da investigada estão presos ou foragidos. Já a avó paterna, por sua vez, não teria condições físicas nem financeiras para assumir os cuidados.

Medidas cautelares

Apesar da concessão, a Justiça impôs medidas cautelares rigorosas. Entre elas, está o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica. Além disso, Ingride deverá comparecer mensalmente em juízo para informar e justificar suas atividades.

Da mesma forma, a decisão proíbe a investigada de sair ou mudar de endereço sem autorização judicial. Também, ela não poderá se ausentar da cidade sem autorização prévia. Por outro lado, a Justiça vetou qualquer contato com testemunhas do processo. As saídas, portanto, ficam restritas a compromissos judiciais e atendimentos médicos das filhas, mediante comunicação prévia.

Prisão no Rio de Janeiro

Segundo as investigações, Ingride mantém vínculo com uma das principais lideranças de uma facção criminosa que atua em Sorriso. Por esse motivo, a Justiça adotou regras rígidas para o cumprimento da prisão domiciliar.

Durante a investigação, policiais prenderam Ingride em um shopping no estado do Rio de Janeiro. Na mesma ação, os agentes também capturaram Priscila Moreira Janis, apontada como responsável por assumir a chefia da principal facção criminosa do município.

Ambas, portanto, estavam foragidas havia cerca de dois anos. Por fim, a Justiça informou que seguirá monitorando o cumprimento das medidas impostas no caso.

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