Cesta básica sobe em todas as capitais do Brasil em março

Cesta básica sobe em todas as capitais em março

Arte Da Capa Da Mat Ria Do Site 1000 X 750 Px 2026 04 08t140059 383
- Foto: Guia Tuparendi

A cesta básica ficou mais cara em todas as capitais brasileiras em março de 2026. Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o aumento também atingiu o Distrito Federal. Com isso, o custo de vida segue pressionando o orçamento das famílias.

Manaus registra maior alta no mês

Entre as capitais, Manaus apresentou a maior elevação, com alta de 7,42%. Em seguida, aparecem Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%) e Aracaju (6,32%).

Além disso, no acumulado de 2026, todas as capitais registraram aumento nos preços. Enquanto São Luís teve a menor variação, com 0,77%, Aracaju liderou a alta, com 10,93%.

Alimentos puxam alta da cesta básica

O feijão foi um dos principais responsáveis pela alta. Em todas as cidades analisadas, o produto ficou mais caro.

No caso do feijão preto, houve aumento nas capitais do Sul, além do Rio de Janeiro e Vitória. Nesse cenário, as variações ficaram entre 1,68% (Curitiba) e 7,17% (Florianópolis).

Já o feijão carioca apresentou elevação ainda maior em outras regiões. Por exemplo, em Belém, a alta chegou a 21,48%, enquanto em Macapá ficou em 1,86%.

Segundo o Dieese, esse aumento ocorreu devido à redução da oferta. Isso porque dificuldades na colheita impactaram diretamente o abastecimento.

Além do feijão, também subiram os preços do tomate, da carne bovina de primeira e do leite integral. Dessa forma, o custo total da cesta básica aumentou de maneira significativa.

São Paulo tem cesta mais cara do país

São Paulo registrou a cesta básica mais cara do país, com custo médio de R$ 883,94. Logo depois, aparecem Rio de Janeiro (R$ 867,97), Cuiabá (R$ 838,40) e Florianópolis (R$ 824,35).

Por outro lado, os menores valores foram registrados em Aracaju (R$ 598,45), Porto Velho (R$ 623,42), São Luís (R$ 634,26) e Rio Branco (R$ 641,15).

Salário mínimo ideal ultrapassa r$ 7 mil

Diante desse cenário, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para cobrir as despesas básicas deveria ser de R$ 7.425,99.

Atualmente, o salário mínimo está fixado em R$ 1.621. Portanto, o valor ideal seria equivalente a 4,58 vezes o piso atual.do em R$ 1.621.

Isso vai fechar em 0 segundos