Caso cão Orelha: adolescente deixa de ser suspeito em investigação
A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) descartou o envolvimento de um dos adolescentes inicialmente apontados como suspeito no caso do cão Orelha. Com o avanço da apuração, o jovem deixou a condição de investigado e passou a atuar como testemunha no inquérito.
Segundo a corporação, a nova análise reforçou que o adolescente não teve participação nos fatos relacionados ao caso do cão Orelha, que ganhou repercussão nacional no início de janeiro.
https://www.pc.sc.gov.br (Polícia Civil de Santa Catarina)
Caso cão Orelha: análise de imagens e provas apresentadas
De acordo com a Polícia Civil, o adolescente não aparece nas imagens analisadas pelas equipes de investigação. Além disso, a família apresentou provas que indicam que ele não estava na Praia Brava, em Florianópolis, local onde ocorreram os maus-tratos no caso do cão Orelha.
Por esse motivo, os investigadores retiraram o jovem da condição de suspeito. Ainda assim, o episódio seguiu mobilizando a opinião pública e motivou protestos em diversas cidades do país.
Caso cão Orelha: investigações seguem contra outros adolescentes
Enquanto isso, a Polícia Civil mantém as investigações contra outros três adolescentes suspeitos de envolvimento no caso do cão Orelha. A Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle) e a Delegacia de Proteção Animal conduzem os trabalhos.
Além disso, os investigadores analisam outros episódios semelhantes que podem estar ligados ao mesmo grupo.
Caso cão Orelha: relatos de tortura e novas apurações
Conforme os relatórios policiais, os investigados teriam participado de uma sessão de tortura contra o cão Orelha. Em razão da gravidade dos ferimentos, a equipe veterinária precisou realizar a eutanásia do animal.
Além disso, a apuração aponta uma tentativa de afogamento contra outro cachorro, chamado Caramelo, que conseguiu escapar. Por isso, a polícia ampliou o escopo da investigação no caso do cão Orelha.
Outros crimes apurados no caso cão Orelha
Além dos maus-tratos a animais, a Polícia Civil apura atos análogos à depredação de patrimônio e crimes contra a honra cometidos contra profissionais que atuam na região da Praia Brava.
Nesse contexto, o delegado-geral da PCSC, Ulisses Gabriel, afirmou que a prioridade da investigação é individualizar a conduta de cada um dos quatro adolescentes envolvidos no caso do cão Orelha.
Procedimentos legais no caso cão Orelha
Como os suspeitos têm idade entre 12 e 18 anos incompletos, o processo segue as normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Caso a polícia confirme as autorias, o relatório final será encaminhado à Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei.
Por fim, a legislação prevê que a medida socioeducativa de internação pode chegar ao prazo máximo de três anos.
