Câmara de Vargem Alta aprova cargo comissionado após desempate do presidente

Projeto da Prefeitura passou por 6 votos a 5 e expôs divisão política entre vereadores do município.

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- Imagem ilustrativa criada por IA

A sessão da Câmara Municipal de Vargem Alta realizada nesta terça-feira (12) expôs o clima de divisão política no município e aumentou o desgaste da gestão do prefeito Elieser Rabello (MDB). O Projeto de Lei nº 08/2026, que cria o cargo comissionado de Assessor de Gestão de Frota e Manutenção de Máquinas e Veículos na Secretaria Municipal de Agricultura, avançou apenas após voto de desempate do presidente do Legislativo, vereador Celim Sartóri (Podemos).

A votação terminou empatada em cinco votos favoráveis e cinco contrários. Dessa maneira, o presidente da Câmara precisou votar para definir o resultado final da sessão.

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Além disso, o placar apertado evidenciou dificuldades do Executivo para manter unidade entre os parlamentares da base.

Projeto cria cargo comissionado na Agricultura

Segundo a Prefeitura de Vargem Alta, o projeto altera a Lei nº 997/2012 e busca melhorar a organização da frota municipal ligada à Secretaria de Agricultura.

Além disso, o novo cargo possui livre nomeação e exoneração, característica comum em funções comissionadas.

O impacto financeiro apresentado pelo Executivo prevê:

  • Salário base de R$ 2.593,65;
  • Média mensal de R$ 3.425,05 com encargos;
  • Custo anual estimado em cerca de R$ 41 mil.

Apesar disso, vereadores da oposição criticaram a proposta e questionaram a prioridade da criação do cargo neste momento.

Enquanto isso, nos bastidores políticos, lideranças passaram a interpretar o projeto como movimento de fortalecimento político do governo municipal.

Votação apertada aumenta pressão sobre prefeito

Votaram contra o projeto:

  • Ana Ignês Cereza (Podemos);
  • Eliane Turine (PSB);
  • Ronaldinho Motta (PL);
  • Vicente Marques (Podemos);
  • Dijalma da Silva (PSB).

Já os votos favoráveis partiram de:

  • Almezindo Betini (MDB);
  • Rivelino Rosa (MDB);
  • Edinho De Backer (MDB);
  • Iquinho Fávero (PSB);
  • Elder Galvão (PDT).

Além deles, o presidente Celim Sartóri (Podemos) desempatou a votação e garantiu a aprovação do projeto.

Por isso, parlamentares interpretaram o resultado como sinal de fragilidade política do Executivo dentro da Câmara.

Articulação do Executivo movimentou bastidores

Antes da votação, a chefe de gabinete Alessandra Fassarella (Podemos) esteve na Câmara articulando apoio entre os vereadores.

Com isso, o movimento gerou comentários nos bastidores e aumentou as críticas da oposição.

Além disso, lideranças locais afirmam que o cargo poderia beneficiar o suplente de vereador Rodrigo Câmara (PDT), primeiro suplente do partido nas eleições municipais de 2024.

Segundo críticos do projeto, a criação da função teria relação com futuras articulações eleitorais e fortalecimento político dentro da estrutura pública.

Debate sobre transporte da saúde volta à pauta

A aprovação também reacendeu cobranças relacionadas ao transporte sanitário no município.

Vereadores contrários ao projeto voltaram a cobrar o cumprimento da promessa de criação do cargo de coordenador do transporte da saúde, ainda não implantado pela prefeitura.

Segundo parlamentares, pacientes continuam enfrentando dificuldades com atrasos, falta de organização e problemas de agendamento para tratamentos fora do município.

Enquanto isso, opositores afirmam que cargos políticos avançam com mais rapidez do que demandas consideradas urgentes pela população.

Sessão termina com clima de tensão política

Apesar da aprovação do projeto, vereadores avaliam que a relação entre Executivo e Legislativo atravessa um momento de desgaste crescente.

Além disso, o empate evidenciou cobranças internas, frustração política e insatisfação de parte dos parlamentares com acordos ainda não cumpridos pela gestão municipal.

Dessa forma, a sessão terminou deixando um recado claro nos bastidores da Câmara: o governo ainda mantém maioria circunstancial, porém enfrenta dificuldades para sustentar estabilidade política no Legislativo