
Daniel Siad, de 69 anos, era investigado por suspeitas de tráfico humano e aparecia nos arquivos ligados ao financista norte-americano.
Daniel Siad, olheiro de modelos ligado ao criminoso sexual Jeffrey Epstein, foi encontrado morto na segunda-feira (21) em sua casa, na cidade de Colombes, nos arredores de Paris, na França. O homem, de 69 anos, era alvo de uma investigação por suspeitas de tráfico humano e também respondia a denúncias de estupro. As autoridades francesas abriram um inquérito para esclarecer a causa da morte e determinaram a realização de uma autópsia.
Investigação seguia em andamento
O nome de Siad apareceu milhares de vezes nos arquivos de Jeffrey Epstein divulgados pelo governo dos Estados Unidos. Apesar disso, ele negava conhecer os crimes atribuídos ao financista. Segundo a Promotoria de Paris, a investigação iniciada em fevereiro continua para identificar outros possíveis envolvidos na rede de tráfico humano, mesmo após a morte de Siad.
Além disso, o Ministério Público informou que utilizou técnicas especiais de investigação, como interceptações telefônicas. No entanto, as autoridades afirmaram que não encontraram provas suficientes para decretar a prisão imediata do investigado.
Vítimas criticam demora da Justiça
Advogados que representam mulheres que denunciaram Siad lamentaram a morte do investigado e afirmaram que as vítimas perderam a oportunidade de vê-lo responder criminalmente às acusações. Segundo a defesa das denunciantes, a lentidão das investigações comprometeu a busca por respostas e por justiça.
Enquanto isso, outra ex-modelo ouvida pela polícia declarou à BBC que a morte de Siad pode dificultar o esclarecimento da atuação da rede ligada a Epstein. O caso lembra a morte do agente de modelos Jean-Luc Brunel, outro associado de Epstein, encontrado morto em uma prisão francesa em 2022. Já Jeffrey Epstein morreu em 2019, em uma prisão de Nova York, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual.










