
O agronegócio brasileiro iniciou 2026 com o melhor primeiro trimestre da história. As exportações somaram US$ 38,1 bilhões, um aumento de 0,9% em relação a 2025. O setor gerou superávit de US$ 33 bilhões. Em março, o agro foi responsável por quase metade das exportações totais do Brasil.
Crescimento no volume, mas queda no preço
O volume exportado cresceu 3,8%, mas o preço médio recuou 2,8%. Isso significa que, apesar de vender mais, o Brasil recebeu menos por suas mercadorias. Os principais setores foram o complexo soja, com US$ 12,13 bilhões (alta de 11,5%) e proteínas animais, com US$ 8,12 bilhões (aumento de 21,8%). No entanto, café e açúcar apresentaram quedas expressivas, de 19,2% e 22,4%, respectivamente.
China lidera como destino das exportações
A China foi o principal destino, com US$ 11,33 bilhões e participação de 29,8% na pauta exportadora, alta de 4,7% em relação a 2025. Em contraste, as exportações para os Estados Unidos caíram 31,2%, reflexo da disputa tarifária e do realinhamento dos fluxos comerciais.
Novos mercados e diversificação
O Brasil conquistou novos mercados, com destaque para Índia, Filipinas, México e Japão. Esses países impulsionaram o crescimento das exportações. No trimestre, 30 novos mercados foram abertos, refletindo uma diversificação da pauta exportadora. Produtos fora da pauta tradicional, como óleo de milho, melancia fresca e arroz, tiveram crescimentos significativos.
Impacto para o produtor capixaba
Para o produtor capixaba, o trimestre histórico do Brasil é positivo, mas as tensões no mercado de conilon e o volume menor de café exigem atenção. As carnes e a soja, que mais cresceram, não são produzidas no Espírito Santo. Isso mostra que o desempenho nacional nem sempre se reflete diretamente nas finanças locais. O produtor capixaba precisa entender onde se encaixa nesse cenário para planejar sua safra.










