
A maioria das brasileiras inicia a gestação com o desejo de ter um parto normal. No entanto, muitas acabam passando por uma cesariana. Um levantamento divulgado pelo Unicef aponta que a falta de informação, a pressão familiar e as dificuldades de acesso à analgesia influenciam essa mudança ao longo da gravidez.
Segundo o estudo, cerca de 70% das mulheres planejam o parto normal no início da gestação. Porém, orientações superficiais e o desconhecimento sobre o plano de parto alteram essa decisão. Além disso, a baixa participação do parceiro no pré-natal também pesa na escolha. Entre as usuárias do SUS, muitas enfrentam dificuldades para conseguir analgesia durante o trabalho de parto. Já na rede privada, o agendamento das cesarianas e a organização do atendimento favorecem o procedimento cirúrgico.
Para reverter esse cenário, o Unicef recomenda ampliar o acesso à informação e fortalecer o pré-natal. A entidade também defende a criação de centros especializados em parto humanizado. Outra medida é ampliar a oferta de analgesia e de métodos não farmacológicos para aliviar a dor. Além disso, o estudo destaca a importância da participação do parceiro durante toda a gestação. Segundo o levantamento, essas ações podem aumentar o número de partos normais com mais segurança e respeito à decisão da gestante











