
O Brasil ampliou a importação de diesel dos Estados Unidos após reduzir as compras do combustível russo. A mudança ocorreu antes mesmo de Moscou suspender temporariamente as exportações. A Rússia adotou a medida para priorizar o abastecimento interno, afetado por ataques à infraestrutura energética.
Dados da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) mostram que a participação da Rússia caiu de 64% em junho para 17% em julho. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos elevaram sua fatia de 36% para 78% das importações programadas. Além disso, a Índia passou a integrar a lista de fornecedores. Segundo a Abicom, os descontos oferecidos pela Rússia praticamente desapareceram. Por isso, o diesel americano tornou-se mais competitivo.
Apesar da troca de fornecedores, a Abicom descarta risco de desabastecimento no país. Além disso, a Petrobras antecipou novas importações para atender à demanda do agronegócio. No entanto, especialistas alertam que uma ampliação dos conflitos no Oriente Médio poderá pressionar os preços internacionais. Caso a suspensão das exportações russas se prolongue, o mercado brasileiro também poderá sentir os reflexos.o mercado brasileiro.










