Rap caipira mistura tradição rural e sonoridade urbana em novo álbum

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A cantora paranaense Luli lançou o álbum rap caipira “Café com Pinga”, que reúne influências da música rural brasileira e do hip-hop. Além disso, o trabalho já está disponível nas principais plataformas de áudio e busca aproximar diferentes gerações por meio da música. O projeto recebeu apoio da Lei Aldir Blanc, com recursos da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná e do Ministério da Cultura.

O disco reúne oito faixas e cerca de 34 minutos de duração. Ao mesmo tempo, mistura elementos do universo rural, como viola caipira, orações e coros femininos, com beats, scratches e sonoridades urbanas. Entre os destaques está “Treme Treme”, faixa que conta a história de amor entre uma jovem rica e um peão. Além disso, a música traz influências da trova de viola, do repente, da embolada e das batalhas de rima, aproximando diferentes tradições musicais brasileiras.

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Segundo a artista, o álbum nasceu da vontade de reunir todas as influências que marcaram sua trajetória. Assim, o trabalho conecta a infância vivida no interior do Paraná com experiências adquiridas nas grandes cidades. A faixa “Vó”, por exemplo, relembra a migração da família de Minas Gerais para o Paraná e une a viola caipira à linguagem do rap.

Trajetória

Luli nasceu em uma família de pequenos agricultores de Barbosa Ferraz, no Paraná. Desde cedo, conviveu com a viola caipira, o sertanejo, o forró, o xote e o vanerão.

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Mais tarde, conheceu o rap por indicação de familiares. Posteriormente, ampliou as referências musicais durante a graduação em Artes Cênicas na Universidade Estadual de Londrina (UEL).

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Este é o segundo álbum da cantora. Antes disso, ela lançou o single “Disparo”, em 2021. Já em 2024, apresentou o disco “Pede Agô”, com canções sobre racismo, desigualdade, gênero e religião. Agora, em “Café com Pinga”, a artista amplia a proposta ao unir as raízes da cultura rural com a linguagem contemporânea do hip-hop.

Os pais da cantora continuam morando no sítio da família e trabalham com a produção de laticínios. Por isso, a ligação com o ambiente rural permanece presente em sua identidade artística. Dessa forma, o novo álbum reforça a proposta de aproximar o campo e a cidade por meio da música e da valorização das histórias populares do campo.