
O ex-bispo de Catanduva (SP), Valdir Mamede, tornou-se réu por importunação sexual contra um padre, depois que o Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia à Justiça. Segundo a investigação, Mamede aproveitou a autoridade que exercia para praticar atos libidinosos sem consentimento entre 2019 e 2023, em Catanduva e Ibirá. Ele obrigava o padre a realizar depilação corporal, aparecia nu em chamadas de vídeo e chegou a agarrá-lo quando embriagado.
Durante o período de investigação, a vítima recolheu material biológico após um dos abusos, que passou por perícia e confirmou a presença de DNA masculino. Além disso, o MP pediu que Mamede pague R$ 300 mil de indenização por danos morais e determinou medidas cautelares para impedir contato do ex-bispo com a vítima e testemunhas. A Justiça também manteve o segredo de tramitação do processo e rejeitou a possibilidade de Acordo de Não Persecução Penal, alegando gravidade e reiteradas violações.
Valdir Mamede renunciou ao comando da Diocese de Catanduva em novembro de 2023, sem divulgar os motivos. O processo segue em andamento, e o caso continua sob investigação da Promotoria. Especialistas lembram que denúncias como esta reforçam a importância de proteger vítimas de assédio e garantir responsabilização de autoridades religiosas quando abusos ocorrem.










