Polícia diz que líder de facção preso ordenava homicídios de dentro do presídio

Seis integrantes da organização foram presos durante operação deflagrada nesta terça-feira (07)

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- Adair Fernandes da Silva foi preso há dois anos |  Foto: Reprodução

A Polícia Civil prendeu seis pessoas nesta terça-feira (7) durante a Operação Imperium. A investigação apura a atuação de uma organização criminosa ligada ao Terceiro Comando Puro (TCP). Segundo a corporação, o grupo atua nos bairros Flexal, Santo André e Campo Verde, em Cariacica. Além disso, os investigados respondem por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e homicídios.

As investigações também apontam que Adair Fernandes da Silva, conhecido como “Dadá”, continuava comandando a facção mesmo preso na Penitenciária de Segurança Máxima de Viana.

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Polícia liga grupo a quatro homicídios

De acordo com a Polícia Civil, a organização criminosa participou das mortes de Hélio da Silva Souza, Jean de Castro Souza, Ruan Carlos da Silva Ribeiro e Carlos Daniel Rocha dos Santos.

Segundo os investigadores, as vítimas não tinham ligação com o crime organizado. Além disso, os homicídios serviram como represália e também como forma de intimidar os moradores de Flexal II.

O chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), delegado Luiz Gustavo Ximenes, afirmou que a operação buscou enfraquecer a atuação da facção. Segundo ele, o grupo espalhava medo para manter o controle da região.

Bilhetes levavam ordens para integrantes da facção

As investigações mostram que Dadá está preso há cerca de dois anos. Mesmo assim, ele continuava dando ordens aos comparsas.

De acordo com a Polícia Civil, o traficante utilizava os chamados “catuques“, pequenos bilhetes escritos dentro do presídio. Durante as visitas, ele entregava as mensagens aos familiares. Em seguida, essas pessoas repassavam as ordens aos integrantes da facção que estavam em liberdade.

Por fim, a Polícia Civil informou que a Operação Imperium continua. Agora, os investigadores buscam localizar outros suspeitos e aprofundar as apurações sobre a atuação do grupo criminoso na Grande Vitória.