
A participação dos Estados Unidos no comércio exterior brasileiro caiu para níveis históricos no primeiro semestre de 2026. Segundo dados da Amcham Brasil, os EUA responderam por 9,4% das exportações brasileiras e 11,1% da corrente de comércio (exportações e importações somadas).
A retração ocorreu principalmente devido às sobretaxas aplicadas durante o governo Donald Trump, que afetaram produtos industriais. As exportações de bens submetidos a tarifas caíram 16,6%, enquanto os produtos sem sobretaxa recuaram 8,7%. Em contraste, as exportações brasileiras para o mundo cresceram 11,5%, com China (+21,9%) e União Europeia (+12,8%) registrando altas significativas.
Apesar da queda, os EUA continuam como o segundo maior parceiro comercial do Brasil e principal destino das exportações industriais. No primeiro semestre de 2026, o comércio bilateral somou US$ 36,4 bilhões, com exportações de US$ 17,4 bilhões e importações de US$ 19,0 bilhões. Produtos como caminhões (-46,7%), madeira (-40,5%) e cobre (-37,4%) registraram os maiores impactos.










