IA para combater o crime

A inteligência artificial para fortalecer investigações, prevenir crimes e ampliar a eficiência das forças de segurança pública

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Imagem criada e Ilustrada por IA -

Nos anos 1980, o Japão prometia revolucionar todos os campos profissionais com Sistemas Especialistas, um precursor das inteligências artificiais. Em 1984, um professor da Universidade Federal de São Carlos, UFSCar, levou seus alunos (eu era um) a Campinas para conhecer um pesquisador dos Estados Unidos que apontava o fracasso iminente.

Hoje, com o atual desenvolvimento das IA, seu uso no combate ao crime organizado, especialmente, no tráfico de drogas, armas e seres humanos pode ser um novo paradigma. E fazer coisas que as autoridades nem imaginam como mineração de dados para identificação de padrões e predição de eventos. Inclusive a indicação de traidores dentro das forças policiais ou autoridades em geral.

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A primeira coisa e mais fácil é a coleta de informações já nos bancos de dados das polícias, também nas notícias de jornais de todas as mídias, incluindo Youtube, Instagram, Facebook, sites, etc. Os dados da Receita Federal e do COAF também são essenciais. Os perfis dos trabalhadores do crime podem ser criados e comparados com todos usuários de mídia, todo criminoso gosta de exibir bens.

Transações ligadas a operações criminosas podem ser detectadas. E grandes operações criminosas são precedidas por gastos específicos e aumento de comunicação. Creio que uma lei deveria ser criada para fiscalizar transações bancárias de menor valor. Isso traria fortes indicativos de corruptos, fraudadores e criminosos.

A IA pode monitorar comunicações de criminosos ou suspeitos, autorizada pela Justiça, em tempo real, o que geraria muitos flagrantes. Também podem ser utilizados para detectar falsos positivos, escaramuças para distrair a polícia. E ainda auxiliar nos interrogatórios ou entrevistas de rua, a IA pode identificar, microexpressões, mentiras e sugerir perguntas.

O reconhecimento facial já parece estar bem desenvolvido, mas há muito espaço para a IA, por exemplo, a escolha dos melhores locais para a instalação das câmaras. O mesmo pode ser aplicado na instalação de postos fixos e móveis de policiais ou outros agentes, como seguranças do Metrô, para coibir o crime.

E ainda realizar a geolocalização de locais de atividades criminosas, também utilizando monitoramento aéreo (drones). Aliás, a orientação do posicionamento de viaturas, helicópteros e policiais sem necessidade de denúncia prévia, realizando um policiamento ostensivo. Movimentos indiretos dos moradores podem ser usados para detectar movimentação criminosa, como de cargas roubadas, encontro de criminosos, etc.

Utilização de dados históricos (datas, horários, dias da semana, feriados, fases da lua, eventos esportivos) para prever picos de roubos, homicídios ou ataques a bancos e caminhões. E inclusão de fatores variáveis como operações policiais recentes (prevendo reações de retaliação), liberações de presos em massa, dados climáticos (previsão de chuva). Também a montagem de perfis de presos que não retornam ou que cometam crimes pode auxiliar as autoridades na prevenção.

Enfim, muito a se fazer e a colher, que as autoridades entendam isso.