
Cerca de 120 policiais militares participaram de uma mobilização no bairro Jardim Bela Vista, na Serra, em apoio a um colega que recebeu ameaças de um traficante apontado como líder do tráfico na região. A iniciativa partiu da Associação da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo (ASPRA-ES) e de militares que decidiram demonstrar solidariedade ao agente.
As ameaças surgiram uma semana após a apreensão de uma submetralhadora durante uma ação policial. Segundo as investigações, o suspeito Jhonatan Ricardo Souza do Carmo, conhecido como Jhon Jhon, gravou áudios com ameaças direcionadas ao policial e à família dele. As mensagens circularam em grupos de WhatsApp do bairro.
Ameaças motivaram mobilização
De acordo com a investigação, Jhon Jhon ficou insatisfeito com a apreensão da arma e passou a intimidar o militar responsável pela ocorrência. Em um dos áudios, o suspeito afirma que também poderia agir contra familiares do policial.
A repercussão das ameaças levou dezenas de policiais a se reunirem no principal campo do Jardim Bela Vista em um ato de apoio ao colega.
ASPRA reforça apoio aos militares
A mobilização contou com a presença do presidente da ASPRA-ES, 3º Sargento Jackson Eugênio Silote, do vice-presidente, 2º Sargento Ted Candeias, do diretor administrativo, 3º Sargento Jhonatan Lopes, além de diversos policiais militares.
Segundo Jackson Silote, a corporação continuará atuando com firmeza no combate ao crime.
“A Polícia Militar não se intimidará diante de ameaças e continuará cumprindo sua missão com firmeza, dentro da legalidade, em defesa da sociedade e na proteção de seus militares”, afirmou.
Da mesma forma, Ted Candeias destacou que as ameaças não impedirão o trabalho das forças de segurança.
“A tentativa de intimidar a Polícia Militar não impedirá o trabalho das forças de segurança, que seguirá sendo realizado com profissionalismo, determinação e compromisso com a sociedade”, declarou.
Ato demonstrou união da categoria
Embora a reunião não tenha sido uma ação oficial da Polícia Militar, a presença de cerca de 120 agentes representou uma demonstração de união da categoria diante das ameaças sofridas pelo colega.
A investigação sobre o caso continua, enquanto as forças de segurança seguem acompanhando a situação no bairro.










