
O Espírito Santo registrou, em maio de 2026, o maior saldo de empregos com carteira assinada desde maio de 2023. Segundo o Novo Caged, o Estado criou 9.532 vagas formais. O resultado veio de 58.688 admissões e 49.156 desligamentos. Além disso, a agropecuária respondeu por 9.183 postos de trabalho. Somente a colheita do café gerou 6.527 vagas, impulsionando o mercado de trabalho capixaba.
Além da cafeicultura, o cultivo de pimenta-do-reino também contribuiu para o crescimento do emprego. A atividade abriu 541 novas vagas durante o mês. Ao mesmo tempo, municípios como Sooretama, Jaguaré e Linhares concentraram grande parte das contratações. Segundo André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, o resultado já era esperado por causa da sazonalidade da colheita. Enquanto isso, o setor de serviços criou 614 vagas. O comércio registrou saldo positivo de 68 empregos. Por outro lado, a indústria fechou 161 postos de trabalho. Já a construção civil encerrou maio com saldo negativo de 172 vagas.
Apesar da influência da safra do café, o mercado de trabalho já apresentava crescimento antes desse período. Até abril, o Espírito Santo acumulava mais de 16 mil vagas formais. Portanto, o desempenho positivo não depende apenas da agropecuária. Além disso, o Caged mostrou que a maioria das oportunidades foi ocupada por trabalhadores com ensino fundamental incompleto e ensino médio completo. Para o segundo semestre, a expectativa é de redução nas contratações do campo. Ainda assim, serviços, comércio e turismo devem ganhar força. Com isso, o Estado poderá manter um ritmo positivo na geração de empregos.










