
Os motoristas que circulam pelas rodovias concedidas de São Paulo passaram a pagar mais caro pelos pedágios a partir desta quarta-feira (1º). O reajuste anual autorizado pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) entrou em vigor à meia-noite. Os aumentos variam entre 1,9% e 5,1%, conforme o contrato de cada concessionária. Na maior parte das rodovias, a correção foi de 4,72%, índice calculado com base no IPCA acumulado entre junho de 2025 e maio de 2026. Dessa forma, milhares de motoristas já encontram as novas tarifas nas praças de pedágio.
Rodovias com reajuste
Além da correção aplicada à maioria das concessionárias, a Rodovia dos Tamoios recebeu um reajuste provisório de 5,08%. Segundo a Artesp, esse percentual ainda poderá ser atualizado após a divulgação do IPCA de junho pelo IBGE. As novas tarifas já valem nas rodovias administradas pela Autoban, Intervias, Rodovias das Colinas, CART, ViaRondon, SPVias, Rodovias do Tietê, Ecovias dos Imigrantes, Ecovias do Leste Paulista, Rodoanel Oeste, SPMAR e Tamoios. No entanto, a concessionária Entrevias só aplicará os novos valores em 6 de julho, conforme o cronograma contratual.
Veja os novos valores
Entre os principais reajustes, o pedágio do Sistema Anchieta-Imigrantes, na praça de Piratininga, passou de R$ 38,70 para R$ 40,60. Já na Rodovia Cônego Domênico Rangoni, em Santos, a tarifa subiu de R$ 18,30 para R$ 19,20. Enquanto isso, na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, em São Vicente, o valor passou de R$ 10,90 para R$ 11,40. Além disso, na Rodovia dos Tamoios, em Paraibuna, a tarifa aumentou de R$ 12,40 para R$ 13,00. Em Jambeiro, o pedágio passou de R$ 5,80 para R$ 6,10. Já no Contorno Sul da Tamoios, o valor foi reajustado de R$ 5,60 para R$ 5,90.
Pedágio mais caro do país
Mesmo após o reajuste, o Sistema Anchieta-Imigrantes continua com o pedágio mais caro do Brasil para veículos de passeio. Segundo a Artesp, a atualização anual das tarifas está prevista nos contratos de concessão. Além disso, o cálculo considera, na maioria dos casos, a variação acumulada do IPCA dos últimos 12 meses. Assim, o objetivo é recompor a inflação e, ao mesmo tempo, preservar o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos firmados entre o governo paulista e as concessionárias.










